27 de Maio de 2012
Desaceleração de preços de moradia, alimentos e saúde aliviaram inflação, diz Dieese
Neste mês, o custo de vida pesou mais para as famílias com ganhos médios de R$ 2.792,90 (o grupo de renda mais alta do estudo). Para estes, o aumento do ICV foi de 0,18%, o que significa um avanço frente a abril.
Para o grupo de renda mais baixa, de R$ 377,49, os preços medidos pelo indicador cresceram 0,14% (mas ficaram abaixo do registrado em abril). Já para as pessoas de renda média de R$ 934,17, o índice ficou quase inalterado (alta de 0,09%) frente ao mês anterior.
Os preços cresceram, principalmente, nos gastos com habitação (0,63%), alimentação (0,33%) e saúde (0,45%). Com moradia, o subgrupo de locação, impostos e condomínio teve aumento de 1,06% nos preços; nos alimentos, a alta foi puxada pelos produtos in natura (0,11%), como raízes e tubérculos, grãos e carnes; na saúde, a alta maior foi na assistência médica (0,57%).
Os custos com transporte caíram -1,14%, com diminuição dos preços do álcool (-8,21%) e da gasolina (-1,35%). O transporte coletivo não apresentou alteração em suas tarifas.
Já os preços de Vestuário (0,70%) e de equipamento doméstico (0,01%) pesaram menos nos preços em maio. Nos últimos 12 meses, entre junho de 2009 e maio de 2010, o ICV apresentou alta de 5,62%. Neste ano – entre janeiro e maio – a inflação acumulada é de 3,19%, sendo maior para quem ganha menos.
Nos cinco primeiros meses deste ano, os grupos com taxas superiores à inflação (3,19%) foram alimentação (5,24%), educação e leitura (5,06%) e saúde (4,43%). Taxas negativas foram observadas nos grupos recreação (-0,70%), equipamento doméstico (-0,34%) e vestuário (-0,06%).
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