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26 de Maio de 2012

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publicado em 01/09/2010 às 06h00:

Lojas correm para repor estoques de cadeiras
para carros; nova lei entra em vigor hoje

Pais têm dificuldades em encontrar os modelos para crianças acima de quatro anos

Do R7

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A nova lei do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que determina que crianças de até sete anos e meio sejam transportadas nos carros em cadeiras especiais, entra em vigor nesta quarta-feira (1º). Os lojistas correm para reabastecer os estoques, já que a procura aumentou.

Os pais estão tendo maior dificuldade em encontrar o chamado "booster", também conhecido como assento de elevação. Esse modelo é usado para ajustar a altura das crianças entre quatro e sete anos e meio no banco do veículo. Na semana passada, o R7 apurou que o modelo já falta em algumas lojas, como Alô Bebê, Magazine Luiza e Submarino.

A dificuldade em encontrar esse modelo se deve à falta de costume do brasileiro em usar o produto, segundo Synesio Batista da Costa, presidente da Abrapur (Associação Brasileira de Produtos Infantis).

- Antes não tinha tradição do booster. A demanda por ele era insignificante. Isso mudou muito nos últimos 15, 20 dias.

Milton Bueno, gerente de marketing da Alô Bebê, comenta que essa mudança no comportamento dos pais se reflete nos pontos de vendas.

- Os pais não tinham informações sobre a necessidade de ter esse assento elevatório. A partir do momento que a lei foi promulgada, as pessoas passaram a se informar mais e saber. O grande problema não é a quantidade de pessoas que compram, mas o momento da compra. Se elas compram todas no mesmo período, não existe estoque que consiga suprir essa demanda.

Segundo dados da Abrapur, as vendas das cadeirinhas para carro aumentaram em média 23% no acumulado deste ano - entre janeiro e agosto -, na comparação com o mesmo período de 2009.

Produção e distribuição 

Apesar da alta das vendas, a falta de alguns modelos nas lojas não pode ser atribuída às dificuldades na linha de produção, segundo a Aprapur. Para Costa, a dificuldade está no abastecimento.

- A produção nacional deu um show de bola. O problema é a distribuição no Brasil, que tem dimensões continentais. Nós estamos falando de incapacidade da distribuição. Às vezes falta o produto em uma região, mas tem liquidação em outro lugar, por exemplo. A demanda é espaçada.

Segundo ele, as lojas de São Paulo são as que mais encontram dificuldades em repor o estoque de cadeirinhas.

- São Paulo tem mais problemas por causa da frota de carros, que é maior.

Para atender toda essa demanda, as fábricas vêm trabalhando a todo vapor. De acordo com a supervisora de marketing da Burigotto, Teresinha Contin, a produção aumentou 90% entre janeiro e agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado.

No entanto, para Bueno, da Alô Bebê, as fabricantes estão demorando mais para entregar os pedidos.

- As fábricas demoram mais para entregar mesmo. A gente reforçou nossos pedidos, porque nós não somos os únicos vendedores de cadeirinhas. A gente sabia que ia ficar mais complicado.

Novas regras

Com a nova lei, se as crianças até sete anos e meio forem transportadas fora das cadeirinhas especiais, o motorista corre o risco de levar uma multa gravíssima, pagar R$ 191,54 e ganhar sete pontos na carteira.

As cadeiras variam de acordo com peso e idade da criança. Até um ano, as cadeiras são do tipo “bebê conforto”, com o acessório virado de costas para o motorista e de frente para o banco do carro, preso ao cinto de segurança. Crianças com idade entre um e quatro anos devem usar as cadeirinhas - que também devem ser presas ao cinto.

De quatro a sete anos e meio já é possível usar os chamados assentos de elevação ou "booster" e usar o cinto de segurança dos veículos. Só a partir dos sete anos e meio é que as crianças passam a usar o cinto de segurança do carro, sem a necessidade das cadeirinhas.

Cadeirinhas obrigatórias por idade
Saiba como escolher o modelo ideal para seu filho

Figura-1
crianças de até um ano de idade. Até 9kg a 13 kg, conforme orientação do fabricante do acessório

Figura-2
crianças de 1 ano até 4 anos. De 9 kg até 18kg, conforme orientação do fabricante

Figura-3
crianças de 4 anos até 7 anos e meio. De 18 kg a 36 kg, conforme orientação do fabricante

Figura-4
crianças com mais de 7 anos e meio. A partir de 36 kg, aproximadamente

Fontes: Contran e Inmetro

 Colaborou Ana Flávia Oliveira, estagiária do R7

 

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