Para aumentar as vendas de sua loja recém-inaugurada , o comerciante do setor de confecção Anderson Tadeu, 31 anos, decidiu apostar na internet. Ele criou um site e começou a oferecer suas peças na página, com fotos e preços. Não se arrependeu. Em vez de lucrar só com quem entrava na sua loja na região central de São Paulo, passou a conquistar clientes fora da cidade, atraídos principalmente pelas promoções. Resultado: mais de 30% das roupas da marca Mooley para fitness e banho são comercializadas pela internet.
É preciso conhecer bem a área em que se pretende montar um negócio. Anderson seguiu a receita à risca. Ele fez faculdade de moda e estilismo, trabalhou em empresas do ramo até criar coragem e reunir dinheiro para abrir sua própria loja, o que ocorreu em fevereiro deste ano. O primeiro susto veio no inverno rigoroso deste ano. Ninguém queria comprar roupa para ginástica, piscina ou praia. Foi quando ele teve a ideia de ampliar seus horizontes e colocar suas fichas na web.
-Já estou despachando para todo o Brasil. Agora já tenho planos de abrir uma segunda loja e conseguir uma loja de multimarcas para me representar no interior, diz Anderson.
Por enquanto, suas peças são vendidas para o público masculino com perfil de um consumidor moderno, descolado, que gosta de balada e de se refrescar na praia com estilo. Mas as mulheres estão na mira de Anderson, que planeja lançar uma coleção só para elas. O comerciante afirma que promover bazar, com presença de um DJ, também ajuda a aumentar o movimento na loja por conta das pechinchas e da música.
É o próprio Anderson que desenha as peças. A confecção de calças, bermudas, camisetas, sungões e cuecas é terceirizada com costureiras na capital e no interior. Ele conta que conseguir o capital necessário para investir é uma das principais dificuldades de quem sonha em ser dono do seu próprio nariz. No início, o comerciante teve um sócio, mas não deu certo a experiência por conta das divergências entre os dois.