26 de Maio de 2012
Presidente discursou em evento da Petrobras e reclamou da falta de acordo na OMC

- O Brasil não tem interesse em confrontação. Temos interesse em respeito às decisões da OMC. Ou obedecemos as instituições, ou o mundo vai virar uma bagunça.
Na segunda-feira (8), o Brasil definiu uma lista de produtos norte-americanos que sofrerão aumento de tarifas de importação, parte de uma retaliação autorizada pela OMC após os EUA não adequarem suas políticas para o setor de algodão a decisões anteriores do órgão.
- Todos nós somos países soberanos e queremos ser respeitados, que a OMC [também] seja respeitada.
O presidente pediu ainda que técnicos dos dois governos cheguem a um entendimento para resolver a questão.
A questão comercial tomou boa parte do discurso de Lula, que também reclamou da falta de um acordo na rodada atual da OMC para liberalização do comércio global.
- Se tivessem feito acordo na Rodada de Doha não estaríamos brigando, e o povo africano estaria vendendo seu algodão para a Europa e para os EUA. Aí quem perde não é o Brasil, que tem competência [na produção de algodão]. São os países africanos.
As sobretaxas brasileiras a produtos norte-americanos, que atingem desde produtos agrícolas como algodão e trigo a bens manufaturados como veículos e cosméticos, deverão entrar em vigor em 8 de abril, caso uma solução não seja alcançada entre os países.
O Brasil ainda vai divulgar outra parte da retaliação, relativa aos direitos de propriedade intelectual.
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