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publicado em 14/10/2009 às 12h24:

Mais de 250 mil vagas foram criadas em todos os setores da economia

Ministro do trabalho prevê oferta de aproximadamente 160 mil empregos nos próximos dois meses

Josie Jeronimo, do R7 em Brasília

Pela primeira vez no ano todos os setores da economia contrataram e abriram 252.617 novas vagas de trabalho em setembro. A indústria, que durante o ano registrou mais demissões que contratações, também voltou a empregar. Foram 123.318 novos postos de trabalho só no último mês.

 
O resultado mostra recuperação no setor mais atingido na crise. A indústria que mais contratou foi a de produção de alimentos. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) apresentado nesta quarta-feira (14), em Brasília.
 
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, informou que a indústria deve seguir contratando nos próximos dois meses. Desde o início do ano foram criadas 932.651 vagas no país. Só em setembro foram 1.491.580 contratados e 1.238.963 demissões.  A expectativa de Lupi é que até dezembro mais de 160 mil pessoas consigam um emprego.
 
- Nossa previsão é chegar a 1,1 milhão de empregos até o fim do ano. Pela primeira vez no ano a indústria de transformação registrou saldo positivo.
 
As áreas que ofereceram mais empregos, de  acordo com o ministério, foram a indústria, comércio e serviços. A indústria de calçados também cresceu e abriu vagas. O Nordeste mostrou boa recuperação e criou mais postos de trabalho que o Sudeste. Foram 100.442 contra 85.864 empregos oferecidos em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
 
A Agricultura, no entanto, ainda não se recuperou. A dificuldade que alguns produtores de grãos têm enfrentado se traduziu na geração de empregos. O setor registrou queda de 17.064 vagas.

 

Com o reaquecimento da economia e a geração de empregos o ministério do Trabalho tem gastado menos com seguro-desemprego. De acordo com o ministro, as pessoas também têm tomado menos empréstimos.

- Os estoques baixaram muito então a indústria voltou a contratar para produzir. Graças às festas de fim de ano é preciso renovar os estoques. Também está diminuindo a busca pelo seguro-desemprego, o que significa menor número de desempregados. O endividamento da população diminuiu e a busca por crédito também. Significa que a população voltou a ter dinheiro.

O ministro espera que a geração de empregos tenha impacto positivo. Lupi estima crescimento de 2% do PIB (Produto Interno Bruto) alavancado pela criação de novas vagas. A previsão para o último trimestre de 2009 para o PIB é 3%, segundo Lupi.


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