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publicado em 29/10/2009 às 12h58:

Mantega nega que critério de redução
do IPI seja político

Revendedores da linha branca afirmam que medida criará três vezes mais empregos temporários de Natal

Josie Jeronimo, do R7 em Brasília

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a partir de fevereiro a indústria terá que voltar a caminhar com as próprias pernas e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) deve voltar aos níveis pré-crise financeira.

Mantega negou, porém, que o critério ambiental tenha alguma relação com a plataforma política do PT em torno da candidatura da ministra Dilma Rousseff, possível concorrente da senadora ambientalista Marina Silva (PV-AC).

- Qualquer medida que nós tomarmos agora vai ser pensando naquilo, vão sempre dizer isso. Eu sou ministro e tenho que pensar no impacto econômico e nas medidas ambientais.

A redução do IPI custará R$ 132,1 milhões aos cofres públicos até janeiro. O governo determina que a redução do imposto seja integralmente repassada aos consumidores. Representantes de industriais e de revendedores de eletrodomésticos alertaram o ministério para a possibilidade de corte de empregos e diminuição de vagas temporárias de Natal se a redução do IPI não fosse prorrogada.

A Associação Nacional de Fabricantes de Eletrodomésticos esperava demitir em vez de contratar, revela o presidente da entidade, Lourival Kiçula.

- Se o IPI voltasse a níveis anteriores nós teríamos que demitir pessoal.

A presidente do IDV (Instituto de Desenvolvimento de Varejo), Luiza Trajano, afirmou que a contratação de temporários para o Natal será três vezes maior com a redução do IPI. O desconto anunciado pelo governo será integramente repassado, de acordo com a representante do IDV.

- Se não acontecesse a prorrogação nós contrataríamos 5% de temporários, agora esperamos ampliar de 10% a 15% do quadro para o fim do ano. O varejo vai ter um reflexo grande imediato a partir de amanhã, que se contrata de novembro a dezembro. As vendas de eletrodomésticos correspondem a 30% das vendas de Natal.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, também participou da reunião e argumentou que a medida tem o objetivo de economizar 35 gigawatts de energia em um ano.

O ministro informou que o governo não pretende cancelar o programa de troca de geladeiras antigas por novas com benefício fiscal para quem comprar eletrodomésticos da linha “verde”, mas afirmou que a proposta ainda não foi desenvolvida, porque o governo tem dificuldade em encontrar assistências técnicas dispostas a trocar o gás dos aparelhos antigos.


 
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