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publicado em 14/07/2010 às 19h22:

Minha Casa, Minha Vida alavanca construção civil no RJ

Entre janeiro e maio, 4.399 unidades residenciais e comerciais foram lançadas na capital

Da Agência Brasil

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O programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal foi um dos responsáveis pelo impulso do setor da construção civil no Rio de Janeiro nos primeiros cinco meses deste ano. A constatação é da Ademi (Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário). 

Uma pesquisa recém-divulgada pela entidade mostra que, nesse período, foram lançadas 4.399 unidades somente na capital - 3.683 unidades residenciais e 716 comerciais. Esse é o número mais elevado dos últimos cinco anos, diz a coordenadora da pesquisa Ademi Mercado Imobiliário, Gabriela Szklo. 

De acordo com ela, o programa Minha Casa, Minha Vida, que foi lançado em 2009, já conseguiu impulsionar a construção de residências e unidades comerciais em vários bairros da capital. 

- Havia bairros que não tinham lançamentos há muito tempo e tiveram agora. 

Irajá, Madureira, Parada de Lucas, Quintino, na Zona Norte, e Campo Grande, na Zona Oeste foram alguns deles, afirma Gabriela. 

- O crescimento da cidade começou a ser um pouco mais homogêneo, direcionado também para outros bairros. Diminuiu um pouco a procura pela Barra, pelo Recreio e por Jacarepaguá, que concentravam 80% dos lançamentos. E naquela faixa que se enquadra no Minha Casa, Minha Vida. 

O programa atende a famílias com renda de até dez salários mínimos (R$ 5.100), com limite de valor do imóvel de R$ 130 mil. 

O fenômeno se repetiu no Estado do Rio de Janeiro, de forma geral, onde foram lançadas até maio 5.815 unidades - cerca de 18,9% a mais que os 3.697 imóveis lançados em igual período de 2009. 

Niterói apresentou um volume significativo de lançamentos imobiliários residenciais (917), enquanto Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, lançou 183 unidades comerciais no acumulado do ano. 

Gabriela avalia que a tendência é que haja uma pulverização de novos lançamentos imobiliários na cidade e nos demais municípios fluminenses. No caso da capital fluminense, em particular, ela ressalta que “o poder público tem interesse em fazer o crescimento da cidade ser mais homogêneo”. 

- Ou seja, não ficar tendo só lançamentos em bairros que já têm muita oferta. 

Ele citou como exemplo o projeto do Porto Maravilha - apoiado pelos governos federal e estadual - que prevê a revitalização da zona portuária. 

O projeto receberá R$ 3,5 bilhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para ações integradas de habitação, saneamento, transportes e infraestrutura. 

Entre janeiro e maio do ano passado, em função da crise financeira mundial, foram lançadas apenas 2.168 unidades no município do Rio de Janeiro.

Gabriela Szklo informa que apesar da crise, o ano de 2009 fechou com o lançamento de 14,2 mil novas unidades na cidade, mostrando recuperação do setor a partir do segundo semestre.


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