Ministro nega que governo ofereceu subsídio para construção de hidrelétrica Belo Monte
Consórcio liderado pela Chesf venceu leilão realizado hoje em Brasília
Da Agência Brasil
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O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou nesta terça-feira (20) - dia em que foi realizado o leilão para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará - que o governo não ofereceu subsídio para a realização da obra.
O consórcio Norte Energia, liderado pela Chesf, saiu ganhador, com um lance de R$ 78 por Megawatt-hora, valor 6,02 % inferior ao teto estipulado pelo governo, que era de R$ 83 MWh.
O ministro argumentou que o suporte financeiro concedido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a obra é equivalente ao oferecido por bancos de fomento de países que investem em infraestrutura.
Zimmermann acrescentou que, há cinco anos, o prazo para esse tipo de financiamento no Brasil era de, no máximo, 12 anos e que, no caso de Belo Monte, o prazo é de 30 anos.
- O que ocorreu no caso de Belo Monte é uma condição de financiamento que é usada em todo mundo, que tem características macroeconômicas parecidas com a que o Brasil está vivendo agora.
- Hoje, no mundo, um financiamento de uma obra de infraestrutura é de 30 anos ou mais e o Brasil não usava isso por causa de sua condição macroeconômica do passado. A partir de agora, ele está usando. Portanto, não tem subsídio, não tem incentivo.
De acordo com Zimmermann, os leilões para a construção das usinas de Santo Antônio e Jirau – que serão construídas em Rondônia – já usufruíram dos mesmos benefícios.
Em relação à possibilidade de que novas liminares atrapalhem a construção de Belo Monte, o ministro afirmou que o licenciamento ambiental da usina “foi o melhor que já ocorreu no Brasil.
- Quando se fala, em qualquer lugar do mundo, que foi estudado durante cinco anos para se obter a licença prévia, é porque todos os cuidados foram tomados.
O ministro minimizou o fato de poder haver mudanças na composição do consórcio vencedor da licitação para construção da hidrelétrica de Belo Monte. Segundo ele, o projeto de viabilidade financeira da obra foi bastante estudado e as empresas tinham conhecimento das condições.
- As empresas estudaram bastante. Agora, elas têm o compromisso de entregar a obra a esse preço ao consumidor.