26 de Maio de 2012
Taxas das regiões atingiram, repectivamente, 5,38%, 5,02% e 4,26%
As regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste são as que apresentam taxas de inadimplência mais elevadas, enquanto que as mais baixas foram registradas no Sul e Sudeste, segundo o Boletim Regional, publicação trimestral do Banco Central (BC) divulgado nesta sexta-feira (18).
O levantamento do BC foi feito com base no CEP (Código de Endereçamento Postal) dos devedores. Foram consideradas operações com saldo superior a R$ 5 mil, o que representa cerca de 88% dos empréstimos do SFN (Sistema Financeiro Nacional).
A taxa de inadimplência na região Norte alcançou 5,38% em agosto, contra 3,63% em igual mês de 2008. Para as pessoas físicas, o índice chegou a 6,64%. Os principais responsáveis pelo resultado foram os contratos de leasing (arrendamento mercantil), o financiamento de veículos e o crédito pessoal. O índice das empresas atingiu 4,15%.
Já no Centro-Oeste, a inadimplência atingiu 5,02% em agosto, contra 3,01% em agosto de 2008. No caso das pessoas físicas, o índice ficou em 6,28%, com maior influência dos contratos de leasing e crédito rural. Entre as empresas, a inadimplência chegou a 3,42%. O relatório ressalta que a renda agrícola “exerce influência determinante para a ocorrência de atrasos”, na região.
Na Região Nordeste, ficou em 4,26% em agosto, depois de registrar 3,68% no mesmo mês do ano passado. No caso das pessoas físicas, “historicamente em patamar mais elevado do que a média do país”, o índice atingiu 6,68%. A maior contribuição para esse aumento veio dos atrasos nos pagamentos dos contratos de leasing.
De acordo com o relatório, a inadimplência no Sudeste, que é semelhante à média nacional, concentra mais da metade dos empréstimos concedidos pelo SFN. Nessa região, a inadimplência chegou a 3,79% em agosto de 2009 – 2,21% no mesmo período de 2008.
Na região Sul, a taxa média de inadimplência subiu de 2,16% para 3,62% na mesma comparação.
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