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publicado em 24/05/2011 às 10h00:

Novo mínimo do cartão de crédito
pode acabar com dívida eterna

Pagamento passará de 10% para 15% do valor devido na fatura

Vinicius Albuquerque, do R7

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O pagamento mínimo da fatura do cartão de crédito passará a partir de 1º de junho para 15% do valor devido, graças a uma determinação do Banco Central que visa acabar com o superendividamento.

Tire suas dúvidas na cartilha do BC (arquivo para download)

Sua dívida no cartão vai diminuir com limite no rotativo?

Pelas regras atuais, o consumidor pode pagar 10% do valor total da fatura, o que faz com que a dívida vire uma bola de neve graças aos juros cobrados pela administradora, que sempre ultrapassam o mínimo. 

Funciona assim: se o valor da fatura do mês for de R$ 1.000, com o pagamento mínimo de 10% (R$ 100, portanto), o saldo devedor fica em R$ 900. Com uma taxa de juros de 12% (média apurada pela Anefac, associação de executivos de finanças) cobrada sobre esse saldo devedor, a fatura viria no mês seguinte no valor de R$ 1.120. O valor cobrado a título de juros seria, então, de R$ 120.

Se ele efetuar apenas o pagamento mínimo de 15% (R$ 150, portanto), o saldo devedor fica em R$ 850. Com a mesma taxa de juros, no mês seguinte, a fatura viria no valor de R$ 952. O valor cobrado a título de juros seria, então, de R$ 102.

Para a advogada da ProTeste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) Tatiana Viola de Queiroz, a elevação do pagamento mínimo é benéfica para o consumidor, porque apenas os 10% levavam ao superendividamento.

- Só com o mínimo, o consumidor não quitava a fatura nunca. As pessoas, no entanto, deverão ter mais cuidado com os gastos no cartão, porque saberão que terão de fazer um pagamento maior. Os 15% ainda não são o ideal, mas já é um avanço.

Para o presidente da ABC (Associação Brasileira do Consumidor), Marcelo Segredo, a medida é positiva e “já tinha passado da hora” de chegar.

- Isso vai beneficiar o consumidor, porque ele passa a ter um comprometimento maior de sua renda, o que vai inibir ainda mais o superendividamento. Demorou até, para termos uma medida assim. Quanto maior a parcela mínima a pagar no cartão, menor o risco de calote e menores os juros sobre o saldo.

Desde o final do ano passado, o governo vem tomando medidas para esfriar o consumo e colocar a inflação sob controle. A taxa de juros básica do país, a Selic (que serve de parâmetro para todos os outros tipos de crédito), chegou a 12% ao ano. O aumento no pagamento mínimo se encaixa nesse contexto, de moderar o impulso do consumidor para “se jogar” nas compras.

No limite do orçamento

A medida, no entanto, deve levar ainda algum tempo para surtir o devido efeito inibidor e afastar a mão do consumidor do bolso: seis em cada dez famílias brasileiras entraram neste mês com dívidas – e sete em cada dez aponta o cartão de crédito como o principal ralo do orçamento doméstico –, segundo dados da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). O número de famílias que diz que não terá condição de pagar voltou a crescer.

Para o professor de finanças da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade) Luiz Jurandir, o ideal é que o pagamento mínimo da fatura do cartão fosse de 99%.

- A medida é boa, embora o pagamento mínimo devesse ser de mais de 15%. Com 15%, ao menos, o saldo devedor não vai aumentar. Por exemplo, se a pessoa recebe uma fatura de R$ 1.000 e paga R$ 150, no mês seguinte os juros sobre o saldo devedor não vão superar o quanto foi pago de mínimo. O mínimo ideal seria de 99%, mas isso não depende do governo, e sim da própria pessoa.

Ele destaca que manter o cartão de crédito sob controle é preciso disciplina; como a maioria das pessoas não tem essa disciplina, o aumento é uma forma de o governo disciplinar os gastos das pessoas.

- Uma grande massa da população não tem crédito pessoal porque não tem registro em carteira, e usa cartão de crédito e cheque especial para se financiar. E isso corrói a vida das pessoas. Quem é disciplinado, no entanto, não paga só o mínimo, paga mais.

 


Veja as respostas do quiz


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Sua dívida no cartão vai diminuir com limite no rotativo?

O Banco Central vai mudar o limite mínimo para o pagamento do rotativo do cartão de crédito. Esse limite vai passar de 10% para 15% a partir do da 1º de junho. Você acha que sua dívida no cartão vai ficar menor por causa da mudança?
  • Sim, porque vou poder ter mais controle dos gastos

  • Sim, porque vou dever cada vez menos no rotativo
  • Não, porque os juros continuarão altos
  • Não, porque não uso cartão de crédito

 
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