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publicado em 14/02/2013 às 17h35:

Obras na hidrelétrica Colíder estão paradas após tumulto e incêndio

ReutersReuters

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SÃO PAULO, 14 Fev (Reuters) - As obras na usina hidrelétrica Colíder, da Copel, estão paralisadas e sem previsão de retomada, após incêndios e destruição de alojamentos e outras instalações provocados por trabalhadores na segunda e na terça-feira.

Um primeiro incêndio começou na segunda-feira à noite e a depredação continuou no dia seguinte, com o saque de caixas eletrônicos, segundo informações da assessoria de comunicação da Copel e do Consórcio Colíder, responsável pela obra.

A Copel informou que as estruturas permanentes da usina não foram afetadas, mas houve danos na estrutura que dá suporte às atividades de construção, como alojamentos para trabalhadores e escritórios.

"As estruturas provisórias do canteiro de obras da usina hidrelétrica Colíder, no Mato Grosso, foram incendiadas por atos de vandalismo, causando danos em escritórios e salas de administração, ambulatório, academia, banco e área de lazer. Também foram queimados oito ônibus, sete carros e três caminhões", informou a Copel em nota.

Cerca de 30 funcionários teriam começado a destruição, "supostamente" alegando que iriam trabalhar no Carnaval sem receber hora extra. Mas o Consórcio Colíder, responsável pelas obras civis, informou que a informação é inverídica.

A hidrelétrica Colíder está sendo construída no Mato Grosso e cerca de 2.100 funcionários contratados trabalhavam na usina, que terá 300 megawatts (MW) de potência quando estiver pronta.

A Copel disse que está em dia com suas obrigações contratuais com os fornecedores da construção da usina e "repudia veementemente atos de vandalismo e violência".

A empresa informou que "aguarda a investigação policial para responsabilizar criminalmente os responsáveis pelos atos de vandalismo".

Metade das obras da usina estão concluídas e o cronograma da hidrelétrica "provavelmente não será afetado", segundo a Copel. A estimativa é de que a usina entre em operação no começo de 2015. (Por Anna Flávia Rochas; Edição de Aluísio Alves)

 
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