12 de Fevereiro de 2012
FGV aponta avanço no índice para 7,4 pontos
.O clima econômico da América Latina melhorou em outubro, e o Brasil foi um dos destaques, segundo pesquisa da FGV (Fundação Getúlio Vargas) em parceria com o instituto alemão IFO, divulgada nesta quinta-feira (19).
O índice do Brasil avançou de 5,2 pontos em julho para 7,4 pontos em outubro, maior patamar desde o início da série em 1989. O índice da região como um todo subiu de 4 para 5,2 pontos. O número superou a média dos últimos dez anos (de 5,1 pontos) pela primeira vez desde janeiro de 2008. A estabilidade da economia foi um dos pontos ressaltados no relatório, segundo a economista da FGV Lia Valls.
- No Brasil não há grande desemprego, não há déficit forte em transação corrente e o que se apresenta são gargalos para o futuro. Havia muita discussão sobre contaminação da crise sobre a nossa economia. O tema já passou e vimos que a contaminação foi quase nula.
O resultado brasileiro foi puxado pelo índice de expectativas para os próximos seis meses, que aumentou para 8,4 pontos, maior taxa desde janeiro de 2004. A avaliação sobre a situação atual cresceu para 6,4 pontos, melhor resultado entre os países da América Latina pesquisados.
Os analistas consultados pela pesquisa apontaram competitividade e déficit público como entraves para um ambiente econômico mais favorável no futuro. Para Valls, a falta de competividade engloba carga tributária, baixa participação nas exportações mundiais e problemas de infraestrutura.
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