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publicado em 09/02/2010 às 15h01:

Países desenvolvidos respondem
por 90% dos estímulos fiscais

EUA e Alemanha fizeram os maiores esforços para conter reflexos da crise econômica

Do R7

Os governos de diversos países do mundo lançaram – e ainda mantêm – diversos pacotes fiscais para reduzir os impactos da crise econômica mundial. Entretanto, as nações desenvolvidas são as que mais investem nos estímulos – 90% dos pacotes de incentivo ao consumo vêm de países do G20 (grupo dos países mais ricos do mundo). As informações estão no Boletim de Economia e Política Internacional, divulgado nesta terça-feira (9) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). 

De acordo com o levantamento, os países que fizeram maior esforço fiscal como proporção do PIB (soma das riquezas do país) foram os Estados Unidos, com 5,6%, Alemanha, com 2,8%, Japão, com 2,3%, e Canadá, com 2%. Entre os países em desenvolvimento, a China lidera esta relação com 13%, seguida da Arábia Saudita, com 11,3%, Malásia (7,9%), México (4,7%) e Argentina (3,9%). 

No Brasil, o governo criou diversos pacotes de estímulos fiscais para incentivar o consumo no mercado interno. O ministério da fazenda reduziu impostos para as indústrias dos setores automobilístico, moveleiro, de eletrodomésticos e da construção. O objetivo da medida era o de garantir que não houvesse queda nas vendas, nem demissões na indústria, após o colapso financeiro americano. 

De acordo com o Ipea, em geral, os pacotes de estímulo fiscal “se destinaram à redução de impostos – não sendo possível distinguir aqui entre reduções às empresas ou aos consumidores – e aos gastos em infraestrutura, excluindo-se a categoria outros gastos”. 

Entre os países mais ricos, a redução dos impostos foi prioridade, com mais de 34% do total. Em seguida, vieram os gastos em infraestrutura (15%). Já nos países em desenvolvimento, a primeira posição é dos investimentos em infraestrutura, com mais de 46%. Na segunda posição vieram as transferências feitas aos grupos de baixa renda, com 7%. A redução de impostos representa apenas 3% do total.

   
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