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publicado em 28/05/2010 às 11h47:

Países desenvolvidos se comprometem a reduzir
dívida pública sem prejudicar seu crescimento

OCDE diz que as grandes economias devem rever seus gastos para evitar crises

Do R7

Os países membros da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos), que reúne os principais países desenvolvidos e emergentes, se comprometeram a reduzir sua dívida pública sem afetar o crescimento de suas economias.

O grupo, composto por 31 grandes economias, se reuniu em Paris (França) nesta semana para discutir a crise europeia que ameaça se espalhar pelo mundo. Em documento assinado ao fim do encontro, os países destacam a necessidade de reverem seus gastos.

- É importante desenvolver planos de consolidação orçamentária a médio prazo concretos e transparentes. Vamos aplicar isso de modo a não prejudicar o crescimento.

Nesta quarta-feira (26), a OCDE divulgou um aumento das previsões do crescimento de seus principais membros. As previsões saíram de 1,9% (para 2010) e 2,5% (2011) e agora estão em torno de 2,7% (2010) e 2,8% (2011).

Em 2009, o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) do grupo diminuiu 3,3%.

A organização advertiu ainda que a dívida pública na Europa aumenta os riscos que existem sobre a economia mundial. Para o grupo, "o período de grande instabilidade financeira que começou em agosto de 2007 ainda não terminou".

A recuperação nos Estados Unidos e na zona euro será melhor que o esperado, mas o crescimento americano (+3,2% por ano em 2010 e 2011) superará claramente o dos países da Eurozona (+1,2% em 2010 e +1,8% em 2011), segundo as previsões.

Economia brasileira

No caso do Brasil, a economia vem mostrando uma capacidade de recuperação maior que a esperada há alguns meses, e com isso deve crescer 6,5% em 2010 e 5% em 2011, conforme apontaram as previsões.

Entre as principais razões para a melhoria estão, segundo a OCDE a política monetária e os estímulos fiscais que favoreceram os investimentos e o consumo privado, o que ocasionou, por exemplo, um aumento das importações.

O país também se beneficiou da participação no ciclo de reconstituição de reservas das empresas e da alta dos preços das matérias-primas que exporta, como o minério de ferro.

Na previsão divulgada em novembro do ano passado, a expectativa para 2010 era de 4,8%, enquanto para 2011 era de 4,5%. Embora a economia brasileira tenha caído 0,2% em 2009, a economia ganhou impulso a partir do segundo semestre, e o PIB em termos reais já estava acima do nível anterior à crise, destaca a OCDE.


 
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