O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira (1º) que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2012 foi abaixo do esperado, mas que não atingiu diretamente a população brasileira. Segundo o ministro, apesar do baixo resultado, a trajetória do País foi de crescimento e em 2013 o crescimento será maior.
— Embora 2012 tenha sido ano de crise, para a população brasileira foi ano bom, a crise não bateu à porta da família brasileira porque em 2012 tivemos excelente resultado de emprego, a massa salarial cresceu, houve aumento real da renda da população, crescimento do financiamento para habitação, o que significa que o brasileiro está adquirindo mais moradia, está adquirindo automóveis. Para a população foi um ano bom, de melhoria das condições de vida.
Para o ministro, o Brasil conseguiu "atravessar a crise de modo bastante satisfatório" e em 2013 um crescimento mais forte será retomado.
— Olhando daqui para frente, temos condição de ter os próximos dois anos com um crescimento satisfatório. Temos que fazer mais em 2013, mas as medidas tomadas em 2011 e 2012 estão começando a surtir efeito, elas demoraram mais tempo para surtir efeito devido à crise internacional, mas para 2013 o cenário internacional é mais benigno.
Mantega acredita que medidas como a de desoneração da folha de pagamento e redução da conta de luz devem ajudar a economia brasileira neste ano.
— O último ano foi de um PIB mais fraco, abaixo das nossas expectativas, mas em trajetória positiva e de aceleração que vai continuar em 2013 para nos levar aos objetivos de crescimento para o País.
Resultados
A expansão do PIB ficou abaixo das expectativas de mercado divulgadas pelo governo, que projetava alta de 4,5% no começo de 2012. A última expectativa do Banco Central era de um crescimento de 1%.
O indicador registrou uma tímida alta de 0,6% no quarto trimestre na comparação com o terceiro. Em valores correntes, o indicador somou R$ 4,40 trilhões. Já o PIB per capita fechou em R$ 22.402 — alta de 0,1% (praticamente estável) em relação a 2011.
Expectativa
A expectativa de crescimento do governo para este ano é otimista, entre 3% e 4%, segundo Mantega. Para o resultado, o ministro prometeu novas desonerações e reduções de impostos em 2013.
— Teremos um pouco mais de desoneração, mais redução de impostos em 2013, porque é uma permanente deste governo. Vamos continuar reduzindo tributos de forma a tornar mais baratos os investimentos, o consumo e todas as atividades.