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publicado em 25/10/2013 às 12h16:

Petrobras produz 3,7% mais petróleo em setembro

Estadão ConteúdoEstadão Conteúdo

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A produção de petróleo (óleo, mais líquido de gás natural, LGN) de todos os campos da Petrobras no Brasil atingiu a média de 1,979 milhão barris por dia (bpd) em setembro, 3,7% acima da média produzida no mês anterior (1,908 milhão bpd). Incluída a parcela operada pela Petrobras para empresas parceiras, o volume total produzido em setembro foi de 2,044 milhões bpd, também 3,7% acima de agosto. A produção total da Petrobras no Brasil, em setembro, incluídos petróleo e gás natural, atingiu a média de 2,368 milhões barris de óleo equivalente por dia (boe/d), 3,2% acima do produzido em agosto. Somado à produção no exterior, o volume total de petróleo mais gás natural atingiu, em setembro, a média de 2,577 milhões boe/d, 3% acima da produção total de agosto. Segundo nota enviada pela Petrobras, o resultado positivo está relacionado "à entrada em operação de poços nas plataformas FPSO Cidade de Itajaí (Bacia de Santos), P-53 e P-54 (Bacia de Campos) e FPSO Piranema (Bacia de Sergipe)". Também terminaram algumas paradas programadas, informou, por meio de nota. Pré-sal Em setembro, também foi registrado recorde mensal de produção nas áreas do pré-sal, que chegou a 326,8 mil barris/dia. Em 2 de setembro foi batido, também, o recorde diário na produção do pré-sal, com 337,3 mil barris/dia. Esses volumes se referem à produção total operada pela Petrobras nessas áreas, incluída a parte dos seus parceiros. A produção apenas de gás natural - sem liquefeito - dos campos da Petrobras no Brasil foi de 61,8 milhões de metros cúbicos por dia, no mês passado. A produção total de gás, incluída a parte operada pela empresa para seus parceiros, foi de 69,2 milhões metros cúbicos por dia. Segundo a companhia, foram mantidos, aproximadamente, os mesmos níveis dos volumes produzidos em agosto. "Em setembro, também, a Petrobras bateu novo recorde mensal de aproveitamento do gás associado ao petróleo produzido em seus campos no Brasil: 94,36%, contra 94,01% do recorde anterior, registrado em julho", diz a nota da Petrobras. Olhando apenas para a produção no exterior, a extração total de petróleo e gás natural, em setembro, foi de 209.433 boe/d, alta de 1,8% em relação ao mês de agosto, devido ao ajuste na contabilização da produção de óleo do Campo de Akpo, na Nigéria. A produção de petróleo no exterior foi de 116.964 barris diários, 4% acima, na comparação com o mês de agosto, consequência do ajuste na contabilização da produção de óleo do Campo de Akpo. Já a produção de gás natural chegou a 15,710 milhões cúbicos/dia, 0,8% abaixo do volume produzido no mês anterior, em decorrência do declínio natural do Campo de Santa Cruz I, na Argentina. A estatal também informou que estão sendo concluídos os trabalhos de interligação do primeiro poço produtor da plataforma P-63, primeira unidade de produção instalada no campo de Papa-Terra. Além disso, as obras da plataforma P-55 foram concluídas. A produção total informada à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) foi de 9.217.571,08 metros cúbicos de óleo e 2.180.711,52 mil metros cúbicos de gás em setembro de 2013. Isso corresponde à produção total das concessões em que a Petrobras atua como operadora. Não estão incluídos os volumes do Xisto, LGN e produção de parceiros onde a Petrobras não é operadora. 4º trimestre A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, reafirmou que a produção de petróleo começará a crescer de forma significativa no quarto trimestre de 2013. No total do ano, serão acrescentados 1 milhão de barris por dia ao volume produzido. "A curva de produção é ascendente", disse Graça, em entrevista à Globo News na noite de quinta-feira, 24. Até o fim deste ano, a Petrobras contará com mais nove plataformas, sendo que algumas delas já estão em operação. Isso deve ajudar a recuperar, segundo Graça, parte da produção que foi postergada um ano e seis meses atrás. Em 2017, a produção será ainda maior, com acréscimo de 750 mil barris de petróleo por dia ao volume atual - o que deve resultar em 2,75 milhões bpd. Esse aumento nos próximos anos deve dar mais condições e receitas para a Petrobras desenvolver Libra, justamente quando a área demandar investimentos mais pesados, o que deve ocorrer entre 2017 e 2018, como já havia antecipado o Broadcast, serviço de informações em temo real da Agência Estado. "Libra veio em um momento bastante conveniente, em que a produção de petróleo sobe de forma expressiva", reafirmou Graça. Reajuste de combustíveis Sem dar pistas concretas sobre se um reajuste nos combustíveis virá ainda em 2013, a presidente da Petrobras, Graça Foster afirmou, nesta sexta-feira, 25, que a defasagem do preço da gasolina em relação ao mercado internacional está em 6,5% e o do diesel, em 19%. Isso, segundo ela, sem contar os custos de importação. Ainda assim, Graça evitou falar em datas ou porcentuais de um reajuste para os combustíveis. A presidente ainda justificou o alto endividamento da empresa. "Combinando petróleo que não entregamos e a defasagem (dos combustíveis), além da política da Petrobras de não repassar volatilidade ao consumidor, isso fez com que nós, que tanto investimos, tivéssemos que contratar no mercado todas essas dívidas".
 
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