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publicado em 24/09/2010 às 12h02:

Petrobras transforma Bolsa
brasileira na 2ª maior do mundo

BM&FBovespa alcançou o valor de R$ 30,4 bilhões com operação da petrolífera

Marcel Gugoni, do R7

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O lançamento de ações da Petrobras fez com que a BM&FBovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) se tornasse a segunda maior do mundo em valor de mercado (ou seja, o preço que alguém pagaria para comprar a Bolsa brasileira), disse nesta sexta-feira (24) o diretor-presidente da bolsa, Edemir Pinto.

O processo de lançamento das ações da estatal movimentou R$ 120 bilhões e elevou o valor da bolsa brasileira para R$ 30,4 bilhões. Agora, ela só fica atrás da Bolsa de Hong Kong (China). A BM&FBovespa tem 465 empresas, enquanto a de Hong Kong tem 1.400.

- Hoje iniciamos um novo ciclo, em um patamar mais alto de negócios. Não sei se ficaremos muito tempo nessa posição, mas é importante notar que os dois maiores mercados do mundo hoje são a China e o Brasil. Os dois países liderando o ranking representam o potencial de crescimento para o mundo.

A BM&FBovespa era a terceira e desde esta quinta-feira (23) passou a ter negócios 25% maiores dos que as três principais Bolsas do mundo - Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês), Londres e Nasdaq (Bolsa americana que concentra negócios com ações de empresas de alta tecnologia).

No evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente da República, José Alencar, do ministro Guido Mantega (Fazenda) e do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, do presidente da BM&FBovespa, Edemir 

Pinto, defendeu a redução do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre investimentos para incentivar a entrada de mais pessoas físicas na bolsa e a operação de mais empresas no mercado de capitais.

- Esse imposto afeta diretamente as pequenas e médias empresas, que ficam longe do mercado. Renovamos nosso apelo para uma mudança nesse tipo de cobrança. Queremos também uma redução nos custos para a pessoa física na bolsa.

Ele diz que a meta é aumentar de 600 mil para mais de 5 milhões o número de investidores pessoas físicas na Bolsa. No caso das empresas, a ideia é ultrapassar as 200 mil companhias até 2014.


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