26 de Maio de 2012
No começo desta semana o Irã anunciou que estava cortando as exportações para o Reino Unido e a França. Embora nenhum dos dois países seja um grande importador de petróleo iraniano, o movimento levantou receios de que Teerã suspenda o fornecimento para outros países europeus antes do embargo que será implementado pela União Europeia a partir de 1º de julho.
Países europeus em crise financeira - como Espanha, Itália e Grécia - são usuários do petróleo do Irã, mas muitos governos europeus já estão buscando fontes alternativas da commodity.
A firme alta nos preços do petróleo recentemente deixou analistas e economistas preocupados com o potencial impacto sobre o crescimento econômico. Nos últimos meses, os países desenvolvidos têm mostrado sinais de recuperação econômica, mas o progresso pode facilmente ser atrapalhado pelo aumento dos preços do petróleo, que reduz o poder de compra dos consumidores e limita a demanda por outros produtos.
Nos EUA, os preços da gasolina já estão em média acima de US$ 4 por galão em muitos estados, considerado um nível psicológico importante. E o aumento dos preços está acontecendo mesmo com sinais de queda na demanda nos EUA. Ontem o Departamento de Energia (DOE) informou que os estoques de petróleo subiram 1,6 milhão de barris na última semana, acima da previsão dos analistas.
Às 13h50 (pelo horário de Brasília), o WTI para abril subia 0,40% na Nymex, para US$ 108,26 por barril, e o brent para abril avançava 0,19% na ICE, para US$ 123,86 por barril. Mais cedo o WTI atingiu US$ 108,99, o nível mais alto desde maio do ano passado, quando começou a guerra civil na Líbia. As informações são da Dow Jones.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7