11 de Fevereiro de 2012
Obama defende redução de impostos para estimular pesquisa e desenvolvimento

Republicanos e democratas dos EUA discordaram entre si neste domingo (5) sobre o potencial impacto de uma proposta de Barack Obama para conceder descontos fiscais para pequenas empresas. Críticos afirmam que a medida não será suficiente para ajudar a economia em dificuldade.
Obama tem afirmado que é a favor dos cortes de impostos concedidos na era Bush para as empresas com receita igual ou superior a R$ 435 mil (US$ 250 mil) por ano. Esses cortes vão expirar no final deste ano. Na sexta-feira (3), representantes do governo disseram que estavam estudando usar a receita que virá do vencimento desses cortes para financiar cerca de R$ 61 bilhões (US$ 35 bilhões) em cortes fiscais para pequenas empresas e trabalhadores.
Além disso, Obama planeja pedir ao Congresso nas próximas semanas que torne permanente um crédito fiscal para gastos com pesquisa empresarial, informação confirmada hoje por uma fonte do governo.
A proposta de R$ 174 bilhões (US$ 100 bilhões) seria paga por meio das receitas geradas pelo encerramento de outros cortes de impostos corporativos. O presidente deverá anunciar o plano nesta quarta-feira (8) em discurso sobre a economia em Cleveland.
O senador John McCain, republicano do Arizona, falando para a Fox News Sunday, sugeriu que as novas propostas da Casa Branca não serão suficientes.
- Isso não irá resolver essa incerteza inacreditável que as pequenas e grandes empresas têm com relação ao seu futuro financeiro.
- O povo norte-americano quer que paremos de gastar, então vamos dar-lhe alguma certeza. Vamos estender os atuais descontos fiscais e então vamos conceder mais alívios tributários para pequenas e grandes empresas e talvez o povo americano terá alguma confiança - acrescentou.
O senador Lindsey Graham, republicano da Carolina do Sul, argumentou que a extensão de todos os cortes tributários que estão vencendo poderia ajudar a criar empregos no setor privado.
- Se você aumentar impostos agora em qualquer nível, ficará mais difícil criar empregos - disse ele ao programa Meet the Press, da NBC.
- A ideia de elevar impostos agora não faz sentido para a maior parte das pessoas.
O presidente da Associação Nacional das Pequenas Empresas, Todd McCracken, também expressou preocupações com a possibilidade de que os descontos fiscais vençam. Já os democratas disseram que seu objetivo, que é substituir os descontos fiscais sobre riquezas por créditos mais direcionados para os assalariados da classe média e pequenas empresas daria um impulso maior para a economia.
- O argumento econômico por trás disso é o de que os cortes de impostos para a classe média e as pequenas empresas são os dólares que mais provavelmente serão gastos para criar atividade econômica - disse o presidente do Comitê Democrata Nacional, Timothy Kaine, à Fox News Sunday.
Ele também elogiou a proposta do governo para estender o crédito fiscal para a pesquisa e o desenvolvimento. O debate sobre como lidar com o vencimento desses incentivos vem num momento em que a taxa de desemprego atingiu 9,6% em agosto, depois de ficar em 9,5% nos meses anteriores. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação sobre o aumento do rombo na conta do governo.
A economia em dificuldade e as pesquisas de opinião que mostram descontentamento com o governo despertaram preocupações dentro do Partido Democrata com a possibilidade de que os republicanos voltem a ter maioria na Câmara nas eleições de meio de mandato em novembro.
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