Getty ImagesAlimentos continuam a cair depois dos fortes aumentos no começo do ano, causado pelas chuvas que afetaram a produção e encareceram produtos
26 de Maio de 2012
Queda no preço dos alimentos fez com que IPCA ficasse no zero; alta é de 3,09% no ano
O que ficou mais barato para você no supermercado?
Com a estabilidade, o índice, divulgado nesta quarta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), continua no mesmo nível de maio no acumulado de janeiro a junho e na somatória dos últimos 12 meses: 3,09% e 4,84%, respectivamente.
A variação desde o começo do ano continua acima do aumento dos preços verificados no mesmo semestre do ano passado (2,57%). Em junho de 2009, a taxa havia ficado em 0,36%.
Na análise do IBGE, os custos dos alimentos continuam a cair depois dos fortes aumentos no começo do ano, causado pelas chuvas que afetaram a produção e encareceram a maioria dos produtos. Entre maio e junho, os preços foram de 0,28% para -0,90%.
Houve queda para os alimentos em todas as 11 regiões pesquisadas, de -0,31% em Belém (PA) a -1,43% em Goiânia (GO). Entre os produtos que ficaram mais baratos, o destaque foi a batata-inglesa (-23,97%). Houve desaceleração de preços da refeição fora do domicílio (de 1,15% em maio para 0,80% em junho) e do feijão carioca (de 12,96% para 2,47%).
As medidas do governo para controlar a inflação (como o aumento da taxa básica de juros, que foi para 10,25% ao ano em junho) parecem fazer efeito. Segundo o IBGE, quase todos os grupos de despesas pesquisados ou ficaram mais baratos ou tiveram aumentos menores entre maio e junho.Passagens e cigarros mais caros
Além dos alimentos, diminuíram os custos dos transportes: os preços variaram de 0,09% para -0,21%, com queda de preços do etanol (de -5,77% em maio para -5,41% em junho) e da gasolina (de 0,01% para -0,76%), dos automóveis novos (de 0,76% para -0,37%) e dos usados (de 0,02% para -1,21%).
Só as passagens aéreas aumentaram no mês passado, ficando 12,57% mais caras.
Nas despesas pessoais (de 0,75% em maio para 0,74% em junho), os cigarros empurraram os preços para cima. O produto teve aumento de 3,70% com o reajuste feito pelas fabricantes.
O IBGE diz que os cigarros e as passagens aéreas foram os vilões dos preços no mês, respondendo pelas maiores altas de preços.
Entre os outros grupos de gastos dos consumidores, desaceleraram os preços da habitação (de 0,78% para 0,40%), dos artigos de residência (0,59% para 0,35%), do vestuário (de 0,91% para 0,58%), de saúde e cuidados pessoais (0,74% a 0,57%) e de educação (0,04% para 0,03%).
Só os preços da comunicação tiveram alta, indo de -0,01% para 0,02%..
O IPCA é calculado em nove regiões metropolitanas do país (Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre), além do município de Goiânia e de Brasília. A pesquisa foi feita com famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos entre 29 de abril a 28 de maio.

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