26 de Maio de 2012
Alimentos e habitação tiveram as variações mais intensas; IPC-S do país ficou em -0,17%
Os custos dos alimentos e da habitação fizeram o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) ter queda menor no terceiro período analisado no mês. Três das sete capitais pesquisadas pela FGV (Fundação Getulio Vargas) apresentaram deflação (inflação negativa ou queda de preços) menos intensa do que na semana anterior.
Isso significa que os preços estão deixando de cair em São Paulo (de -0,04% para zero), Rio de Janeiro (de -0,25% para -0,14%) e Belo Horizonte (de -0,56% para -0,55%). No índice geral, o IPC-S passou de -0,19% para -0,17%.
Apesar disso, quatro capitais ainda apresentaram deflação: Salvador (-0,22% para -0,25%), Brasília (-0,35% para -0,42%), Recife (-0,55% para -0,68%) e Porto Alegre (-0,05% para -0,27%).
No grupo alimentação - o que mais contribuiu para o ligeiro avanço no IPC-S - os preços caíram 0,94%, menos que a queda de 1,09% vista na leitura da semana passada. O item hortaliças e legumes foi o que mais afetou o indicador.No grupo habitação houve alta de 0,23%, acima do 0,20% visto uma semana antes, com a influência do item taxa de água e esgoto residencial. Também vieram acima do registrado na semana passada os índices dos grupos vestuário (-0,90% para -0,84%) e educação, leitura e recreação (-0,10% para -0,05%).
Segundo a FGV, em São Paulo, os preços foram puxados para cima pelas variações em produtos como a batata-inglesa, o mamão papaya, a cebola, o leite tipo longa vida e o feijão carioquinha. Houve aumentos menores em produtos como alho, álcool combustível, aluguel residencial, goiaba e carne moída.
No Rio, subiram os preços da taxa de água e esgoto, do condomínio, da mensalidade da TV por assinatura e do plano de saúde. Entre os alimentos, houve queda menor nos custos da batata, do mamão papaya, da cebola e do tomate.
A próxima apuração do IPC-S, com o índice final referente a agosto, será divulgada no dia 1º de setembro. Os resultados regionais sairão no dia 2.
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