O presidente do BM (Banco Mundial), Robert Zoellick, advertiu nesta quita-feira (19) que a recuperação da economia mundial será gradual e virá acompanhada por altos índices de desemprego e de inadimplência no pagamento de dívida.
- Os mercados financeiros se recuperam, mas os sinais dessa recuperação na economia real obrigam a cautela, pois, ao alto endividamento privado e público, soma-se uma deterioração do mercado de trabalho. E o desemprego se traduz em pressão política.
Para Zoellick, um dos erros mais graves que os governos podem cometer neste caso é tomar decisões protecionistas.
O presidente do BM argumentou que a crise mudou a atitude do consumidor americano que, ao se sentir pressionado por hipotecas que não pode pagar, passou do esbanjamento para o pagamento de dívida e à poupança.
De acordo com Zoellick é preciso buscar consumidores em mercados de economias emergentes e países em desenvolvimento, nos quais o BM vai investir mais de R$ 86,73 bilhões (US$ 50 bilhões) nos próximos três anos em programas de infraestrutura básica e formação.
- Pode haver grandes oportunidades nos mercados dos países em desenvolvimento, embora os frutos não sejam iminentes.
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