26 de Maio de 2012
Moeda sobe 1,02% no dia e fecha o mês com alta acumulada de 8,15%
Com R7A pressão do mercado internacional empurrou o dólar para a nona alta seguida nesta sexta-feira (29). A moeda americana subiu 1,02% e atingiu R$ 1,885, o maior valor desde 2 de setembro de 2009. No mês, o dólar acumulou alta de 8,15%.
As nove altas seguidas igualam-se à sequência de valorização do início de setembro de 2008, pouco antes da quebra do banco de investimento Lehman Brothers nos Estados Unidos, o pior momento da crise financeira global.
A Bolsa de Valores de São Paulo recuou 0,28% nesta sexta-feira, acumulando queda de 4,65% no mês.
Indicadores econômicos desanimadores nos Estados Unidos e a forte saída de recursos de estrangeiros da Bolsa de Valores de São Paulo alguns dos fatores que ajudaram a pressionar a cotação da moeda americana e empurraram a bolsa para baixo nesta sexta-feira.
O departamento de comércio dos EUA anunciou nesta sexta-feira que a economia americana teve o pior desempenho em 63 anos. O PIB (Produto Interno Bruto, que é soma das riquezas) dos Estados Unidos caiu 2,4% no ano passado, menor resultado desde 1946, quando houve uma retração de 10,9%.
Na Espanha, foi divulgado nesta sexta-feira que o desemprego no país alcançou a marca histórica de 4.326.000 pessoas no final de 2009, número que representa 18,83% da população ativa.
Dados da Bovespa até o dia 27 mostram que os estrangeiros tiraram quase R$ 2 bilhões da bolsa em janeiro. Ou seja, saíram dólares do país, o que pressiona a cotação da moeda. Isso significa que os investidores ainda estão preocupados com a capacidade de recuperação das economias.
- Dependendo do cenário externo, [o real] pode se depreciar mais.
Marcelo Oliveira, operador da corretora BGC Liquidez, acredita que a taxa de câmbio esteja buscando novos patamares.
- O mercado está de olho neste dólar a R$ 1,90 já faz alguns dias. Acredito que o fundamento do câmbio é esse agora.
Em Davos, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, comentou justamente que está "feliz" com a atual taxa de câmbio, embora em sua opinião a moeda não tenha ainda alcançado um equilíbrio.
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