26 de Maio de 2012
Aprovação é quase certa, pois Executivo tem maioria na Câmara
O aumento médio do IPTU na capital paulista será de 27%, caso seja aprovado o projeto da Prefeitura de São Paulo enviado à Câmara dos Vereadores. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (19) pela Secretaria Municipal de Finanças.
O projeto elaborado pela prefeitura atualizou os valores venais dos imóveis na capital, o que não era feito desde 2001. De lá para cá, o imposto foi corrigido apenas pela reposição da inflação no período. O valor venal (valor comercial, ou valor de venda) é a base de cálculo do IPTU. É sobre este valor que incidem as alíquotas que determinam o valor a ser pago pelo contribuinte.
Para chegar ao valor venal a prefeitura soma o valor venal do terreno com o valor venal da construção. Se o terreno e o imóvel, ou apenas um deles, sofrer valorização, o valor venal aumenta. Com aumento do valor venal o IPTU será maior. Segundo o secretário municipal de Finanças do município, Walter Aluísio Morais Rodrigues, não se leva em conta se a melhoria que levou à valorização foi feita pelo poder público ou pelo dono da área.
- Alguns contribuintes, como é o caso de lojistas do Largo da Concórdia, alegam que a valorização se deve a melhorias feitas por eles, mas o imposto é cobrado progressivamente sobre qualquer valorização, que pode ser a uma nova estação de metrô ou a construção de um shopping. O IPTU é um imposto sobre o patrimônio. Se há valorização, o imposto aumenta, pois o imposto leva em conta a capacidade de pagamento do contribuinte. Se ele tem um patrimônio maior, conclui-se que pode pagar mais.
A capital tem um total de 2,8 milhões de imóveis. O IPTU é pago por 1,8 milhão de imóveis e 1 milhão de imóveis têm isenção.
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