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17 de Abril de 2014

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publicado em 08/02/2013 às 08h43: atualizado em: 08/02/2013 às 09h40

Reajuste menor do seguro-desemprego revolta Centrais

O benefício aumentará 6,2%. Pela regra antiga, ele deveria subir 9%

Estadão Conteúdo

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O governo achatou o reajuste dos valores do seguro-desemprego para quem ganha mais de um salário mínimo, sem consultar o Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador), provocando revolta das centrais sindicais.

No mês passado, o secretário executivo do Ministério do Trabalho, Marcelo Aguiar, atual presidente do Codefat, mandou publicar no Diário Oficial da União uma resolução ad referendum do Conselho alterando a regra para o reajuste do benefício de quem ganha acima do mínimo.

O cálculo do benefício nas faixas acima do piso (hoje em R$ 687) passou a ser feito com base na inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), em substituição ao índice que reajusta o salário mínimo, que sobe de acordo com o PIB (Produto Interno Bruto) e com a inflação.

Se a regra fosse mantida, as faixas do seguro-desemprego teriam de subir 9% neste ano, e não os 6,2% anunciados pelo governo.

A justificativa apresentada por Aguiar para mudar a fórmula que reajustou o benefício nos últimos dez anos foi a necessidade de preservar o equilíbrio das contas do FAT.

Mas sindicalistas viram na medida uma manobra da equipe econômica na tentativa de garantir o cumprimento da meta do chamado superávit primário — a economia de recursos do governo para pagar os juros da dívida pública. Não é uma tarefa fácil para o governo.

Segundo o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, o governo vai economizar R$ 700 milhões.

— O governo está roubando o coitado do desempregado.

Para o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Wagner Freitas, a iniciativa do governo causa estranheza.

— Não consigo entender qual é o objetivo dessa medida, que não me parece nem positiva nem necessária.

O sindicalista argumenta que a economia que o governo faz não chega a R$ 1 bilhão, e ressalta que em momento nenhum foi apontado qual será o destino desses recursos.

— Queremos que o governo explique oficialmente a motivação da medida para tomarmos as medidas providentes.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

 

 

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