26 de Maio de 2012
Operação vai atingir cerca de 8.000 pessoas; veja lista de atividades a serem investigadas
A Receita Federal lançou nesta quinta-feira (11) uma operação de fiscalização a contribuintes - somente pessoas físicas - do Imposto de Renda. O objetivo da Receita é investigar 8.000 pessoas até o fim do ano, com expectativa de gerar créditos de até R$ 6 bilhões, em impostos não pagos, multa e juros. O subsecretário de Fiscalização da Receita Federal, Marcos Vinícius Neder, falou sobre a operação.
- A Receita tem informações parciais de contribuintes, vamos chamar a operação de Quebra-cabeça para identificar a capacidade de contribuição de cada contribuinte, não é uma malha fiscal. Essa operação não tem por base a declaração que vai ser entregue, mas as que já foram entregues.
O objetivo da Receita é abrir 2.000 fiscalizações somente este mês e para estas o crédito deve ser de R$ 1 bilhão. As fiscalizações serão feitas em declarações dos últimos cinco anos. O principal alvo da fiscalização é de investidores, tanto em bolsa como em fundos de investimentos, que não tenham declarado os ganhos com os investimentos. Para desenhar a operação, a Receita cruzou dados e identificou indícios de sonegação em vários grupos.
Veja os grupos que serão investigados pela Receita Federal
| - Aplicadores em bolsa de valores que não recolheram o imposto referente ao ganho de capital em renda variável; |
| - Profissionais liberais com rendimentos declarados em valores inferiores aos apurados pela Receita; |
| - Contribuintes que não entregaram a declaração de Pessoa Física, apesar de ter tido gastos com cartões de crédito bem acima do limite de isenção; |
| - Contribuintes que gastaram com cartões de crédito quantia maior do que os rendimentos declarados; |
| - Profissionais liberais que declararam valores altos (atípicos) a título de dedução em livro caixa; |
| - Contribuintes que declararam receita bruta da atividade rural em valor inferior ao apurado pela Receita; |
| - Contribuintes que informaram dívidas não comprovadas (inexistentes, não contraídas de fato), para justificar gastos com aquisição de bens e direitos; |
| - Contribuintes que apresentaram acréscimo patrimonial em desacordo com os rendimentos declarados à Receita; |
| - Contribuintes que declararam rendimentos isentos a título de lucros e dividendos em valores superiores aos informados à Receita Federal pelas suas respectivas empresas; |
| - Contribuintes que venderam imóveis e não pagaram o imposto de renda devido sobre ganho de capital. |
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