26 de Maio de 2012
Circulação das publicações quase voltaram aos níveis do ano 2000

O assunto que tomou o 5º Fórum da Aner (Associação Nacional de Editores de Revistas) foi a perda de lucros vindos das propagandas nas revistas. Os investimentos com anúncios passaram de 10% para 7,5% em dez anos. A reunião com os profissionais o setor aconteceu ontem, em São Paulo.
O evento levantou a bandeira de que as revistas são mais que simples edições impressas. São produtos com rótulos, marcas e que carregam soluções de comunicação.
Hoje, existem seminários e encontros de vários tamanhos que discutem o assunto e previsões para as revistas. Com suas características, elas não só têm futuro nas versões digitais – que podem ser acessadas pela internet, em computadores ou plataformas de tablets – como têm grandes chances de conseguir lucros para o negócio.
A circulação das revistas quase voltou aos níveis de janeiro de 2000, com quase 28 milhões de exemplares, segundo o IVC (Instituto Verificador de Circulação). Em janeiro deste ano, o número de revistas vendidas nas bancas chegou a cerca de 27 milhões. E, mesmo que o mercado esteja devagar na casa dos 30 milhões, as editoras não desanimaram. Este ano as empresas do ramo lançaram 14 novos títulos.
O presidente da Aner, Roberto Muylaert, disse que o grande desafio a ser enfrentado hoje é o das empresas que investem em conteúdo "se manterem saudáveis" ao escolherem pela área digital, já que a tecnologia não assusta mais as companhias.
Silvio Genesini, diretor-presidente do Grupo Estado e um dos palestrantes, fez um alerta reforçando que o mais importante no momento é achar um modelo digital para tornar rentável o negócio de mídia.
Para ele, é impossível não comparar o cenário de hoje das novas mídias com a desaceleração da indústria de publicação por conta das várias ferramentas da internet como redes sociais e compartilhamento de música.
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