26 de Maio de 2012
ZURIQUE, 23 Fev (Reuters) - O banco suíço Sarasin, abalado por incertezas sobre seu controle e vazamento de dados sobre a conta de um ex-presidente de banco central, espera que clientes continuem retirando ativos neste ano depois de grandes saques no segundo semestre de 2011.
O Sarasin afirmou que clientes sacaram um total líquido de 2,4 bilhões de francos suíços (2,63 bilhões de dólares) no segundo semestre de 2011, enquanto os ativos sob administração recuaram 6,7 por cento no ano, para 96,4 bilhões de francos no final de 2011, principalmente pela fraca performance do mercado.
Depois de meses de especulação, o Rabobank vendeu sua participação majoritária no Sarasin para o brasileiro Safra, em novembro, transação que deve ser completada em meados deste ano.
"Novos clientes mostaram grande relutância em comprometer fundos no segundo semestre de 2011 por causa da especulação da mídia sobre a mudança na estrutura acionária do Sarasin", informou o banco em comunicado nesta quinta-feira.
Clientes voltaram a ter preocupações em janeiro, quando o banco revelou que um funcionário violou leis de sigilo bancário ao passar detalhes bancários do então presidente do Banco Nacional Suíço, Philipp Hildebrand, a seus oponentes políticos.
O vazamento, que revelou detalhes de uma lucrativa operação em dólares feita pela esposa de Hildebrand semanas antes de o banco central conter o franco, custou a posição de Hildebrand.
"Estamos convencidos de que nosso foco em sustentabilidade (...) vai valer a pena no longo prazo e com o apoio do Safra como um acionista majoritário bem capitalizado poderemos olhar para frente para perspectivas empolgantes", disse o presidente-executivo, Joachim Straehle.
Apesar disso, o banco informou que espera mais saída de recursos em 2012 por causa de sua mudança de foco para ativos tributáveis.
A Suíça anunciou planos na quarta-feira para forçar bancos do país a fazer mais para ter certeza de que o dinheiro de clientes estrangeiros está sendo taxado, numa tentativa de melhorar sua imagem de paraíso fiscal, e depois de pressão de investigações tributárias dos Estados Unidos e da Alemanha.
(Por Katie Reid e Emma Thomasson)
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