
A Bienal Internacional de São Paulo é o "grande momento" do livro no Brasil, avalia a Câmara Brasileira do Livro
11 de Fevereiro de 2012
Mercado editorial tem espaço tanto para grandes lojas como para nichos específicos
O mercado de livros no Brasil tem espaço suficiente para abrigar tanto as megastores como as livrarias de nicho - mais voltadas para segmentos específicos do mercado editorial, como livros técnicos, religiosos ou sobre arte - e os sebos, segundo a presidente da CBL (Câmara Brasileira do Livro), Rosely Boschini.
- Não se trata de uma concorrência relevante, além de ser uma prática mercadológica legítima. O grande problema mesmo é a cópia xerox de livros, que desrespeita direitos de autores, editoras, distribuidores, livrarias e de todos os que atuam no mercado.
A coordenadora de marketing do site Estante Virtual - que reúne mais de 1.600 sebos -, Ana Paula Alencar, destacou que as grandes livrarias hoje ocupam oS espaçoS para lançamentos e “best sellers”, mas os sebos tem a característica da diversificação, além de também trabalharem com livros novos - em geral pontas de estoques de editoras.
Ela disse que a procura no Estante Virtual é muito diversificada, sem uma predominância clara por algum segmento específico, mas que a demanda por literatura é grande, tanto de autores brasileiros como estrangeiros.
Boschini disse que as grandes lojas e redes respondem a uma tendência mundial já bastante consolidada.
- Porém, acredito muito na viabilidade de livrarias pequenas, atuando em bairros ou cidades não alcançados pelas megastores ou especializadas em alguns segmentos temáticos.
Bienal
Para a presidente da CBL, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo é o “grande momento do livro” no Brasil. A 21ª edição do evento ocorre entre 12 e 22 de agosto, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, com 350 expositores brasileiros e estrangeiros, com mais de 900 selos editoriais.
Segundo pesquisa da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para a CBL e o Snel (Sindicato dos Editores de Livros), em 2008 o mercado editorial faturou R$ 3,3 bilhões, um crescimento de 9,71% sobre 2007. Foram publicados 51.129 títulos (mais 19,52% em relação ao ano anterior) e produzidos 340.274.195 exemplares (menos 3,17%).
Mais títulos, tiragens menores
Boschini disse que cresceu no país o número de lançamentos com tiragens iniciais menores.
- Trata-se de inteligente estratégia do mercado editorial, ampliando as oportunidades para novos autores e multiplicando as possibilidades de sucesso de vários livros.
Os segmentos que mais cresceram em 2008 foram: obras gerais (19,76%) - como livros atrelados a romances que viraram filmes -, livros religiosos (16,38%) e científicos, técnicos e profissionais (9,28%). Os livros religiosos, segundo ela, tendem a um crescimento expressivo, já que têm um público específico que sempre compra lançamentos e novidades.
- Aí também entra o movimento de venda da Bíblia, que continua sendo o livro mais vendido em todos os tempos.
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