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publicado em 08/05/2010 às 12h52:

Sebos renovam estilo e encontram
espaço para conviver com livrarias

Lojas abandonam imagem de desorganização e apostam em diversificação de acervo

Vinicius Albuquerque, do R7

Os preconceitos e estereótipos com relação aos sebos, como lojas de livros usados e empoeirados, desorganizadas ou como mero depósito de livros raros (e caros), esgotados ou baratos e deteriorados estão com os dias contados. Lojas com acervos organizados, limpas e bem cuidadas e com vendas pela internet são a nova ordem no comércio de livros usados.

Uma ferramenta surgida em 2005 responde por boa parte desse novo ritmo no negócio de sebos, o site Estante Virtual. Quando surgiu em 2005 contava com 18 sebos cadastrados; hoje são mais de 1.600, entre lojas, livreiros virtuais e leitores que cadastram livros que queiram vender.

Segundo a coordenadora de marketing do site, Ana Paula Alencar, são vendidos por dia cerca de 5.000 livros da Estante Virtual. Desde o lançamento do site já foram vendidos 30 milhões de livros, em cerca de 45 milhões de visitas no período. A visitação diária atualmente é de 110 mil pessoas por dia.

- Com a Estante houve uma maior organização das lojas, principalmente dos acervos. Para que o sebo se cadastrasse no site foi preciso que fizesse essa organização.

O site inclusive favoreceu o surgimento de novas lojas físicas.

- É grande o número de pessoas que começaram cadastrando alguns livros para venda e acabaram abrindo a própria loja.

Repaginada

Segundo Ana Paula, o perfil dos sebos hoje mudou: as lojas se organizam mais, para prestar um serviço mais eficiente nas vendas através da estante e atender encomendas pelo correio. Além disso, as lojas vão deixando para trás o estereótipo de um depósito de livros empoeirados e mal arrumado.

Um exemplo é a Livros, Livros e Livros, em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, da livreira Letícia Werneck Streithorst, 34. A ideia de uma livraria veio da paixão pelos livros.

Ela teve uma loja entre 2003 e 2006, quando então precisou vender o negócio para se mudar para São Paulo, acompanhando uma transferência do marido no trabalho.

- A alma do sebo é o livreiro, é preciso estar ali, no balcão, para ver o que se vai acrescentar ao acervo. De longe não seria possível tocar o negócio. Mas vendi apenas o ponto comercial, mantive o nome e a marca.

Na capital paulista, no entanto, não encontrou espaço para sua ideia, de um sebo mais sofisticado, longe do estereótipo de poeira, bagunça livros raros. Quando voltou para o Rio, herdou uma biblioteca e reabriu, há cerca de um mês, a loja com a sofisticação que planejava em Ipanema. Segundo ela, 40% das encomendas da loja chegam através da Estante Virtual.

Volta às aulas

Segundo Ana Paula, os períodos de volta às aulas, no início do ano e logo após as férias de julho, são os mais aquecidos para as vendas, e os melhores mercados, tanto em vendas como em números de sebos, são as regiões Sudeste e Sul do país.

Há no site hoje 6 milhões de livros cadastrados, que podem ser encontrados através da ferramenta de busca da Estante.

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