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publicado em 01/05/2010 às 13h59:

Test-drive: R7 avalia a picape Peugeot Hoggar

Modelo tem a maior capacidade de carga do segmento e surpreendente maciez ao rodar

Denis Freire de Almeida, do R7, em Florianópolis (SC)*

O segmento das picapes leves acaba de ganhar um integrante: a Peugeot Hoggar (fala-se ogar), derivada do hatch 207, que chega para concorrer com Fiat Strada (líder com 50,06% – 10.181 unidades vendidas em março), Volkswagen Saveiro (24,93% – 5.095), Chevrolet Montana (20,27% – 3.729) e Ford Courier (3,35% – 655). A montadora francesa pretende vender 1.500 Hoggar (veja as fotos) por mês, distribuídas em três versões de acabamento e dois motores flex (X-Line 1.4, XR 1.4 e Escapade 1.6). Os preços partem de R$ 31,4 mil.

Enquete: Você gostou da Hoggar? 

O maior destaque da Hoggar é o equilíbrio da suspensão, que garante um comportamento dinâmico de carro de passeio. Sabe aquele incômodo característico das picapes, que parecem “cabritos saltitantes”
quando vazias, por causa da dureza da suspensão traseira? O modelo da Peugeot não tem...

Esse balanço ideal entre capacidade de carga preservada e conforto veio de uma solução engenhosa da fábrica brasileira, que uniu a parte frontal do Peugeot 207 com a traseira do furgão utilitário Partner. Além de resultar na maior caçamba da categoria, essa união garantiu um diferencial importante para o modelo: é o único com suspensão independente na traseira.

Na prática, o movimento de uma roda traseira não interfere na outra roda, como acontece nas suspensões ligadas por um eixo. As rodas trabalham independentes e, por isso, bem mais equilibradas. A estabilidade e a maciez são dignas de elogios.

Outro diferencial é o amplo espaço de carga. Indo na contramão da concorrência, que cada vez mais prioriza a cabine em detrimento da caçamba, o novo modelo vem apenas com a configuração de cabine simples – com exceção da veterana Courier, as outras três têm cabine estendida. A Strada também ganhou a cabine dupla.

Graças a essa filosofia, a Hoggar entrega a maior capacidade de carga (742 kg na versão X-Line e 650 kg na Escapade) e a caçamba mais ampla da categoria (apesar de ser 2 cm mais curta que a Courier, tem mais espaço útil graças às caixas de rodas menores).

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Aplique de plástico que imita quebra-mato, quebra mesmo é a harmonia do design  Foto: Divulgação

O visual é ousado, com faróis alongados na frente (os mesmos do 207) e lanternas que invadem as laterais, mantendo a harmonia do design esportivo. No modelo topo de linha, porém, o quebra-mato estilizado na cor prateada tem gosto duvidoso.

No interior, a Hoggar não traz novidades em relação ao 207. O acabamento é honesto, com plásticos rígidos texturizados bem encaixados, mas sem qualquer aplique de tecidos para melhorar a sensação de requinte. Nem mesmo na versão mais cara.

A Peugeot que, aliás, ficou conhecida no Brasil por lançar modelos mais bem equipados que a concorrência vem deixando de lado essa fama para conseguir preços mais atraentes. Nada contra a nova estratégia de marketing, mas não oferecer freios ABS e computador de bordo (disponíveis nas líderes Strada e Saveiro), nem como opcionais, é de se lamentar. E mais, o airbag duplo é uma opção disponível apenas para a versão Escapade...

NOTAS (0 a 10) 
Design (7) – Bonito, mas a concorrência também é 
Conforto (7) – Tem regulagem de altura para volante e banco do motorista
Comportamento (9) – Parece um modelo de passeio tamanha suavidade 
Motor e câmbio (7) – Bom desempenho para a proposta do carro
Segurança (6) – Airbag só como opcional na topo de linha; freios ABS, nem isso
Preço (7) – Custa menos e tem seguro mais em conta, porém desvaloriza mais
MÉDIA FINAL (7,17)

OPINIÃO:
A Hoggar chega em um segmento amplamente dominado pela Strada e com a Saveiro, lançada recentemente, tranquila em segundo lugar. A Chevrolet prepara a picape do Agile para substituir a Montana, o que deve acirrar ainda mais a disputa. O Peugeot é bom e tem tudo para cumprir a meta de 1.500 unidades vendidas por mês. Merece ser analisado com carinho por quem precisa de caçamba, mas não abre mão da suavidade ao rodar.

* O jornalista viajou a convite da Peugeot

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