21 de Maio de 2013
Centro da meta é de 4,5%, mas prévia de fevereiro apontou taxa de 6,18%

O Banco Central determina a política monetária com base na inflação, não em qualquer meta de crescimento econômico, afirmou o presidente da autoridade monetária, Alexandre Tombini, em entrevista publicada no site do Wall Street Journal no último domingo (24), em meio a crescentes expectativas de um possível aumento dos juros neste ano.
A inflação em 12 meses acumulou alta de 6,18% em fevereiro de acordo com dados do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15) divulgados na semana passada, após alta de 0,68% no mês. A desaceleração aquém do previsto do índice reforçou expectativas de alta da Selic nos próximos meses.
— Nossa meta é inflação, então temos que ajustar e calibrar nossas políticas para atingir nossas metas. Crescimento não é uma meta para o Banco Central.
As intervenções do BC no mercado de câmbio desde então deram a muitos investidores a impressão de que o governo estava tentando enfraquecer o real para dar suporte à indústria local, como parte da chamada guerra cambial.
—Não acho que isso seja uma guerra para o Brasil disputar neste momento.
Inflação em alta vai na contramão da AL
Ele afirmou que o BC trabalha para reduzir a volatilidade no mercado cambial e não espera uma repetição do ano passado, quando o real perdeu quase 10% contra o dólar.
— Não vejo o mercado conduzindo o real dessa maneira.
Tombini também descartou a ideia de que o recente fortalecimento do real faz parte de um esforço do governo de combater a inflação ao baratear as importações.
— Nada disso é a realidade. A taxa de câmbio não é um instrumento para combater a inflação ou sustentar o crescimento econômico.
Copyright Thomson Reuters 2011
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7