26 de Maio de 2012
Funcionários públicos protestam contra corte de salários e congelamento de aposentadorias

Os trabalhadores do setor público da Grécia deixaram seus postos nesta quinta-feira (22) para protestar contra as medidas de austeridade e pressionar o governo a não fazer mais cortes fiscais. A medida estaria dentro de um pacote de resgate da economia feito pela União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Os ativistas gregos protestam contra o corte nos salários do setor público, o congelamento das aposentadorias e o aumento de impostos praticados pelo governo para tentar tirar a Grécia de uma crise fiscal que levou os juros do país ao índice máximo em 12 anos.
O secretário-geral do sindicato do setor público Adedy, Ilias Iliopoulos, que representa meio milhão de trabalhadores, foi contundente ao falar dos planos do governo:
- Essas medidas sanguinárias não vão ajudar a Grécia a sair da crise. Começa um trágico período.
Médicos, enfermeiras, professores, autoridades tributárias e estivadores pararam de trabalhar e afetaram os serviços públicos. Milhares de pessoas devem marchar ao parlamento grego ao meio-dia no horário local, enquanto autoridades europeias e do FMI se reúnem para o segundo dia de conversas, que podem resultar num auxílio financeiro para o país.O temor é que o governo aceite o pacote de resgate de quase R$100 bilhões (De 40 a 45 bilhões de euros), e que algumas limitações desse pacote possam afetar o padrão de vida do país, onde um em cada cinco pessoas vive abaixo da linha de pobreza, de acordo com dados da UE.
A funcionária pública Pavlina Parteniou, de 38 anos, fez duras críticas ao pacote:
- Nós não vamos tolerar mais medidas porque nós não conseguimos pagar nossas contas. Eu tenho uma hipoteca, dois filhos, eu cortei todo o luxo. Por que eles não pegam aqueles que roubaram o dinheiro? É o meu salário ou a aposentadoria de 300 euros da minha mãe que vai salvar o país?
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