EfeFoto de Margaret Bourke-White, que saiu por cerca R$ 360 mil
9 de Fevereiro de 2012
Imagem mais cara saiu por mais de US$ 1 milhão
Três fotos foram leiloadas nesta terça-feira 913), em Nova York, no valor de US$ 1,579 milhão (quase R$ 2,8 milhões).
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Só a fotografia "Nautilus Shell", de Edward Weston, foi vendida por mais de US$ 1 milhão pela empresa Sotheby's em Nova York, durante um leilão em que também era possível adquirir imagens de alguns dos principais representantes da história da fotografia.
A imagem, vendida por US$ 1.082.500 (quase R$ 2 milhões), superou as previsões da casa de leilões, que tinha estimado o preço da obra de Weston (1886-1958) entre US$ 300 e US$ 500 mil.
Segundo a casa de leilões, "Nautilus Shell", que mostra uma reluzente casca de ovo de caracol de mar frente a um fundo totalmente escuro, exemplifica o ápice da carreira de Weston como fotógrafo, e é uma "referência" do modernismo na fotografia do século XX.
O segundo protagonista do dia foi um fotograma de Lászlo Moholy-Nagy (1895-1946), vendido por US$ 290.500 (aproximadamente R$ 510 mil) e que faz parte de uma série de fotogramas que o artista húngaro realizou na década de 1920.
A obra foi realizada sem usar uma câmara, pondo os objetos diretamente sobre uma folha de papel fotográfico para captar o movimento da composição.
Esta peça singular inclui notas do próprio autor em seu verso sobre como se realizou e sobre a procedência dos objetos.
Outra das obras destacadas na jornada foi uma impressionante imagem tirada pela fotógrafa Margaret Bourke-White (1904-1971), na qual se pode ver uma das gárgulas do edifício Chrysler de Nova York e que superou o preço estimado, estabelecido entre US$ 120 mil e US$ 180 mil.
A fotografia, adquirida por US$ 206.500 (cerca de R$ 360 mil), tem a assinatura da artista feita com pincel na margem, e foi tirada em 1930 a pedido da companhia Chrysler durante a construção do famoso arranha-céu onde Bourke-White, nascida no Bronx, abriu seu estúdio após abandonar Cleveland (Ohio).
A artista, conhecida por ser a primeira repórter ocidental a poder entrar na União Soviética, costumava subir até o nível onde se encontravam as gárgulas, aproximadamente 244 metros acima do chão, para tirar fotos da cidade durante o tempo que teve seu escritório no edifício.
Muito mais longe destes preços ficaram obras de fotógrafos reconhecidos como o americano Paul Strand (1890-1976), o francês Henri Cartier-Bresson (1908-2004) e o húngaro Gyula Halász, mais conhecido por seu pseudônimo Brassaï (1899-1984).Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
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