26 de Maio de 2012
Hong Kong toma lugar da Rússia e se torna principal cliente brasileiro do produto

As vendas de carne de porco para o exterior (exportações) aumentaram de 8,47% em volume e 4,08% em valor no mês passado, na comparação com o mesmo mês de 2011, informou a Abipecs (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína) nesta terça-feira (7).
O volume total vendido foi de 37.756 toneladas de carne, resultando em uma receita de US$ 96,82 milhões, ainda que, segundo o órgão da indústria, tenha havido uma queda de 4,05% no preço médio do produto.
No mês de janeiro, Hong Kong foi o principal consumidor da carne suína brasileira, representando quase 37% das exportações do país.
A Rússia, que em 2010 foi o principal destino do produto brasileiro, caiu para sexta posição dentre os consumidores, atrás de Hong Kong, Ucrânia, Argentina, Angola e Cingapura, após o governo russo embargar empresas exportadoras brasileiras.
Já a China aparece pela primeira vez como importador do produto do Brasil, com a compra de 52 toneladas. O país é o principal consumidor mundial.
Segundo o levantamento da Abipecs, o Brasil embarcou 2,15 milhões de toneladas para a Rússia no mês passado, volume 85,46% inferior à janeiro de 2011 e também com queda de 85,92% em valor.
Para a Ucrânia, as vendas tiveram um forte aumento de 473,43% em volume e 419,25 por cento em receita, tendo sido exportadas 5,14 milhões de toneladas em janeiro de 2012. O país ficou na segunda posições dentre os destinos da carne suína do Brasil.
A Argentina, em terceiro lugar, importou 4,27 milhões de toneladas em janeiro, 18,62% a mais que no mesmo mês do ano passado.
As vendas para Hong Kong também subiram, tendo o país tomado o papel de liderança entre os maiores consumidores do produto brasileiro, com alta de 99,05% em toneladas e 122,48% em valor -para 13,90 milhões de toneladas e US$ 33,8 milhões, respectivamente.
No final do ano passado, Hong Kong já figurava como alternativa para as vendas de carne suína, como compensação para a queda do mercado russo -que impõe um embargo às carnes brasileiras por questões sanitárias desde junho.
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