11 de Fevereiro de 2012
Estatal, que hoje é a 12ª maior, pode elevar valor de mercado para R$ 386 bilhões

A Petrobras divulgou ontem as bases de seu processo de capitalização (venda de novas ações), que deve ser o maior da história global e levará a estatal a disputar com a Apple o posto de segunda maior empresa das Américas em valor de mercado. Tomando por base o valor das ações no último dia 1.º, a Petrobrás espera levantar até R$ 126,7 bilhões com a venda das novas ações, processo que vai levar a um aumento da participação da União na companhia.
A divulgação dos detalhes e prazos provocou uma corrida por ações da companhia na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), após meses de queda. As ações ordinárias (com direito a voto nas assembleias da empresa) subiram 4,71% e as preferenciais, 4,35%.
Segundo o prospecto enviado ontem à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Petrobrás vai emitir 3,7 bilhões de ações, numa operação dividida em três etapas, com fechamento previsto para o fim de outubro. O documento diz que a União e o BNDESPar já pediram a reserva de R$ 74,8 bilhões em ações. O valor é semelhante ao arrecadado pelo governo na venda de 5 bilhões de barris à companhia.
Na avaliação do mercado, o governo sairá do processo com maior participação na empresa, percepção reforçada por declarações de ontem do ministro da Fazenda, Guido Mantega.
- O governo vai participar cumprindo suas prerrogativas legais, ou seja, na participação das ações que já possui na empresa ou até um pouco mais.
O controle estatal é um dos riscos para os acionistas citados no documento.- Os interesses da União, nosso acionista controlador, podem ser divergentes ou conflitantes com os interesses dos nossos outros acionistas, inclusive para orientar os nossos negócios com o fim de atender ao interesse público.
Se bem-sucedida, a capitalização colocará a Petrobras na disputa pelo segundo lugar entre as maiores companhias das Américas em valor de mercado - hoje, é a 12.ª. A empresa projeta um salto em seu valor de mercado para pelo menos R$ 386 bilhões, a valores de 1.º de setembro, com a venda das novas ações previstas.
Cálculo feito pela Economática a pedido do jornal O Estado de S.Paulo aponta que a empresa ficaria com um valor de R$ 386 bilhões (US$ 221,3 bilhões), bem próximo dos R$ 396,6 bilhões (US$ 228 bilhões) da Apple, hoje a segunda colocada. A líder é a Exxon, com R$ 539 bilhões (US$ 310 bilhões). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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