26 de Maio de 2012
Já o volume referente apenas ao mês de junho foi o menor desde fevereiro de 2005
O volume de cheques devolvidos no Brasil no primeiro semestre deste ano ficou em 1,87% do total. Trata-se do menor percentual em cinco anos, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (20) pela empresa de análise de crédito Serasa Experian.
O mês de junho, por sua vez, apresentou 1,75% de devoluções de cheques, menor volume desde fevereiro de 2005.
Segundo a Serasa, a queda na inadimplência com cheques reflete uma mudança na preferência de financiamento do consumidor: com juros em alta, maior endividamento e inadimplência crescente, o consumidor tem preferido formas de parcelamento que permitam rolar a dívida - e cheques pré-datados não oferecem prazos de financiamento tão alongados quanto os de outras formas, como o cartão de crédito.
A perspectiva é de que a inadimplência com cheques continue recuando por este trimestre, podendo sofrer algumas pressões de elevação com o Dia das Crianças e as festas de final de ano.
De janeiro a junho, o Amapá foi o Estado com o maior percentual de cheques devolvidos (11,31%). São Paulo, por sua vez, foi o estado de menor percentual (1,43%). Entre as regiões, o Norte apresentou maior percentual de devolução de cheques nos seis primeiros meses do ano, com 4,20%; já o Sudeste aparece com 1,54%.
Calote
Na semana passada a Serasa informou que o calote do consumidor cresceu 5,2% em junho, com o aumento das dívidas no cartão de crédito e nos empréstimos com financeiras. Trata-se do segundo aumento seguido desse indicador.
Levando em conta todo o semestre, a inadimplência do consumidor ainda mostra queda. De janeiro a junho, o indicador recuou 2,3% frente a 2009 - o maior desde o início do indicador, em 2000.
Segundo a empresa, a alta da inadimplência é resultado do endividamento do consumidor em datas comemorativas, como o Dia das Mães, o Dia dos Namorados e a Copa do Mundo. Além disso, o consumidor já carregava compromissos pela antecipação do consumo para aproveitar o IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] reduzido (automóveis, eletrodomésticos da linha branca e móveis), “e, por isso, agora encontra dificuldades para honrar suas dívidas”.
Os maiores calotes, no mês passado, ocorreram com cartões de crédito e financeiras (aumento de 7%), com as dívidas com os bancos (crescimento de 0,6%). Os protestos e os cheques sem fundos recuaram 4,5% e 8,9%, respectivamente.
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