Faculdade de Controle e Automação da Max Planck reforça ensino de mecatrônica em Indaiatuba

MAX oferece 10 semestres de  graduação e aulas práticas desde o início do curso

Do R7

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Embora ainda cause dúvidas e confusão, o ensino de mecatrônica tem nomes diferenciados nas instituições de ensino superior. Na Faculdade Max Planck, por exemplo, o curso de Engenharia de Controle e Automação é o responsável pela formação em mecatrônica. “É exatamente o mesmo conteúdo, o mesmo curso. A graduação é relativamente nova, surgiu em meados da década de 90, e forma um profissional muito completo e versátil, preparado para atuar em vários segmentos da indústria”, explica o coordenador do curso de Engenharia de Controle e Automação, professor Vinícius Gabriel Segala Simionatto.

O curso está estruturado em quatro eixos principais: mecânica, eletrônica, elétrica e programação. “A Engenharia de Controle e Automação é responsável criar sistemas que diminuem custos e agilizam processos. E aqui na Faculdade nós oferecemos a oportunidade do alunos exercitar o lado empreendedor com conceitos e equipamentos adequados para colocar as ideias em prática. Além disso, o estudante sai preparado para implementar melhorias no ambiente profissional, dentro das indústrias, seja como funcionário ou consultor”, garante o professor Vinícius.

Um dos diferenciais da MAX, segundo o docente, é o ensino do Arduino desde o início do curso. “Essa é uma ferramenta fundamental na mecatrônica moderna. É fácil de adquirir e tem baixo custo. Ao dominar essa tecnologia é possível fazer interface com outros circuitos, sejam eles eletrônicos ou elétricos. Então, introduzimos aqui o aprendizado do Arduino no 1º semestre porque esse conhecimento vai acompanhá-lo ao longo do curso e será útil em sua vida profissional”, comenta.

Foi a partir desses conhecimentos que os alunos de Engenharia de Controle e Automação de vários semestres produziram diversos projetos viáveis que foram apresentados em eventos produzidos pela Faculdade, como a Feira de Hardware, a Semana das Engenharias (SAEM) e o Encontro de Iniciação Científica – ENIC. “Os estudantes de Controle e Automação trazem ideias muito interessantes, como uma máquina de suco, uma injetora de plástico, uma fresa e uma esteira seletora. É muita coisa boa produzida com conceitos de mecatrônica”, afirma o coordenador.

Por ser um profissional que lida sempre com as tecnologias mais recentes do mercado, o engenheiro de controle e automação (ou engenheiro mecatrônico) possui um dever que vai além de seus conhecimentos técnicos – o papel de utilizar estas novas tecnologias de forma a reduzir custos e torná-las acessíveis àqueles que mais precisam. Um exemplo típico desta atribuição são as próteses biomecânicas, desenvolvidas com o uso de alta tecnologia e implementação de baixo custo.

Um exemplo clássico aconteceu a cerimônia de abertura da Copa do Mundo de Futebol de 2014, quando o chute inicial foi dado por um paraplégico que vestia um exoesqueleto. O menino Ítalo, de 7 anos, recebeu em 2016 uma prótese de mão feita com o uso de uma impressora. No mesmo ano, a menina Isabelly Teixeira também ganhou uma prótese de mão mecânica feita com o uso de uma impressora 3D, após perder uma das mãos em um acidente caseiro com fogos de artifício.

Com consciência desta atribuição, os alunos Erica Gonzaga de Camargo, Guilherme Ferreira da Cruz e Rafael de Melo Silva desenvolveram no ano de 2016, sob orientação do professor Leandro de Freitas Velozo, uma prótese de mão feita dos materiais poliméricos TPE (elastômero termoplástico) e PLA (ácido polilático). Ela funciona com filamentos de Nylon, que simulam os tendões e um sistema inteligente de roldanas atuado por servomotores. Na plataforma Arduino Uno foi implementada toda a programação em linguagem própria.

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“Esta prótese foi projetada levando em conta o uso das tecnologias mais recentes, tanto de materiais, quanto design biomecânico, eletrônica e programação. Ou detalhe importante é o custo baixo da prótese frente às alternativas disponíveis no mercado. A prótese é capaz de fazer os movimentos de preensão cilíndrica (pegada com os cinco dedos), pinça lateral (utilizando apenas polegar e indicador) e trípude (agarrar com os dedos polegar, indicador e médio)”, explica o coordenador Vinícius.

Para realizar o projeto, além da grande experiência do professor Leandro em sistemas de automação, e da infraestrutura da Max Planck, os alunos tiveram acesso a vários estudos realizados pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) em próteses biomecânicas, e puderam adaptar estes estudos à realidade encontrada no nosso país. A prótese também teve validação do Prof. Dr. Antonio Carlos Ribeiro Eduardo. “Eu achei o trabalho magnífico. Como meu mestrado é nesta área, sei da importância. E eles conseguiram um resultado excelente, com dois movimentos, quando muitas próteses fazem apenas um. Isso demonstra que os alunos da MAX tiveram uma formação atualizada e bem alinhada com as necessidades do mercado”, comentou.

Os resultados positivos do projeto reforçam o compromisso da Faculdade no aprendizado prático e formação com visão humanista. “Hoje nós temos uma excelente infraestrutura e professores expoentes, que tornam projetos, como este, possíveis. Acompanhei pessoalmente o esforço dos alunos na execução deste trabalho, e o resultado não poderia ter sido outro além de excelente. Os alunos que fizeram o trabalho já terminaram o curso. Por isso, continuaremos o projeto com o professor orientador e novos alunos que se interessarem pelo tema. Este é um dos projetos que contribui tanto para a formação técnica dos nossos alunos quanto para a sua formação pessoal, o que para nós é prioridade”, finaliza o coordenador.

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