Julia Chequer/R7A estudante Carolina Senra, 9, teve ajuda de professores no colégio Vértice
27 de Maio de 2012
Jovem guarda mais as frustrações do que no período de infância, diz especialista
Por isso é necessário dar tanta atenção a esses estudantes quanto aos mais novos, diz Marcelo Cunha Bueno, coordenador da escola Estilo de Aprender (zona oeste de São Paulo):
- Nessa idade, o jovem não chora: ele vai guardando e uma hora explode.
O educador levanta outra questão importante:
- O adolescente precisa saber que não há problema em não gostar da escola nova. Ela pode preferir a outra em que estava.
Para Beatriz Gouveia, coordenadora do Instituto Avisa Lá, que trabalha com formação de professores, é fundamental que a escola receba o novo aluno de braços abertos e cuide para que ele seja inserido no grupo:
- Tanto faz se a escola é pequena ou grande. Deve haver uma liderança pedagógica.
Ter opinião
É preciso deixar que o estudante sinta tudo e que elabore sua opinião sobre a mudança de colégio, diz Bueno. Isso até o momento em que o jovem descubra as coisas boas nesse novo ambiente.De acordo com Neide Noffs, coordenadora do curso de psicopedagogia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), as crianças se adaptam a essa nova etapa da vida. O problema são os adultos.
- Muitas vezes devemos lembrar aos pais de que não existe crescimento sem frustrações. Não adianta querer poupar os filhos.
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