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publicado em 31/08/2011 às 12h10:

Aluna do Mackenzie ameaçada
de prisão diz ter sido humilhada

Estudante é acusada de racismo por professor; reitoria se reúne para discutir caso

Renan Truffi, do R7

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Humilhada. Foi como se sentiu a aluna do 5º semestre do curso de direito do Mackenzie, na última sexta-feira (26), depois que discutiu nos corredores da universidade com o professor e procurador de Justiça Paulo Marco Ferreira Lima.

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A estudante diz ter sido ameaçada de voz de prisão pelo professor, que dá aulas de direito penal no campus Higienópolis da universidade, localizado na capital paulista.

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Tatiana, que aceitou conversar com a reportagem do R7 com a condição de que seu sobrenome não fosse divulgado, disse que o professor ficou “transtornado” no intervalo quando ela o abordou para contar que estava tendo dificuldades na aula e criticar a forma como ele aplicava a disciplina.

- Ele começou a gritar no meio do corredor, fazendo o maior escândalo. Ele recebeu isso muito mal e falou: 'Olha, sou professor há 20 anos. Quem você pensa que é para questionar a minha forma de ensinar?'.

Segundo Tatiana, ela tentou acalmar Lima ao explicar que não queria ofendê-lo, mas o professor cogitou resolver o problema na direção da universidade antes de mudar de ideia e se encaminhar para a sala de aula.

- Quando a gente se direcionou para a sala, a filha dele, que é aluna também, chegou. O professor abriu a porta e falou para mim: 'Não repita isso e você me respeite porque eu sou procurador de Justiça.' Eu falei: professor, em nenhum momento eu desrespeitei o senhor. Eu só fui falar sobre a minha dificuldade e, por favor, não grite comigo. Então a filha disse que ele não estava gritando, mas dando voz de comando, como seu fosse um cachorro ou sei lá o quê.

Depois disso, Tatiana alega que o professor bateu a porta da sala na sua cara, sendo que a classe estava lotada de colegas. Como ela insistiu em tentar conversar, o procurador teria começado a gritar e descido às escadas para pedir a ajuda de um segurança.

- O corredor estava cheio de gente e a sala de aula também. Além disso, eu sou nova na turma e, por isso, fiquei emocionalmente abalada. Em seguida, abri a porta e falei para ele me respeitar: 'o senhor acabou de bater a porta na minha cara'.

Ânimos exaltados

O problema se agravou quando o professor e a aluna desceram de andar. No piso inferior, a discussão continuou e os ânimos se exaltaram.

- Eu fui na direção de um segurança e pedi para chamar o coordenador [do curso] ou alguém para falar comigo, porque eu não conseguia conversar com o professor. Foi nessa hora que ele se colocou falando comigo não mais como professor. Eu vou repetir as palavras dele: “Olha, você não me dirija mais a palavra e não dirija mais a palavra ao segurança. Nesse momento, eu estou falando com você como procurador de Justiça, você está me entendendo? Se você continuar se dirigindo a mim ou ao segurança, eu vou lhe dar voz de prisão.”

Para Tatiana, a atitude do professor foi “abuso de poder” e causou “constrangimento ilegal”. O diretor da Faculdade de Direito do Mackenzie atendeu a estudante e está reunido com o reitor para discutir o caso, segundo a assessoria da universidade. A posição oficial sobre o tema deve ser divulgada quando acabar a reunião, afirmam os assessores.

Racismo

Nesta terça-feira (30),  Marco Antônio Ferreira Lima, que é irmão de Paulo Marco Ferreira Lima e também professor do Mackenzie, publicou mensagens no Facebook em que acusa a estudante Tatiana de racismo.

Segundo o texto publicado pelo professor na rede social, a aluna chamou seu irmão de “preto sujo, disse que preto não pode ter poder e que preto dando aula no Mackenzie nunca deu certo”. No entanto, Tatiana se defende ao explicar que vários alunos e funcionários presenciaram a discussão.

- Ele é moreno. Ele é da minha cor praticamente. Eu que sou morena. Tenho, inclusive, parentes afrodescendentes. Foi o irmão dele que falou isso. Eu nem conheço o Marco. Mas isso foi uma coisa que ele resolveu colocar no Facebook. Sou uma aluna bolsista e jamais iria desrespeitar um professor.

O diretor do Centro Acadêmico Mendes Jr, Rodrigo Rangel, que representa os alunos da Faculdade de Direito do Mackenzie, saiu em defesa de Tatiana.

Ele diz que conversou com o professor Paulo Marco Ferreira Lima na segunda-feira (29) e que o docente não mencionou racismo em nenhum momento.

- O próprio professou ligou para nós. Veio tomar um café comigo. Explicou que foi um mal-entendido e que estava de cabeça quente, apesar de considerar desrespeitosa a atitude da aluna. Segundo ele, como a aluna não respeitou quando ele a mandou parar, o professor se impôs como procurador porque foi a única alternativa que ele diz que teve para acalmar os ânimos. E nós lançamos uma nota de repúdio contra essa atitude.

A reportagem do R7 ainda não conseguiu entrar em contato com os professores Paulo Marco Ferreira Lima e Marco Antônio Ferreira Lima.

*Colaborou Rafael Sampaio, do R7

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