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27 de Maio de 2012

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publicado em 07/12/2010 às 08h01:

Brasil cumpre meta internacional de educação

País foi um dos que mais melhoraram a pontuação no Pisa em uma década

Priscilla Mendes, do R7, em Brasília

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O Brasil conseguiu atingir a meta que traçou para o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) de 2009. Com uma média de 401, seis pontos a mais do que planejava o MEC (Ministério da Educação) em 2009. Mesmo superando a expectativa, o país ocupa a 53ª posição no ranking mundial, que avaliou 64 países, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (7) pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Apesar da baixa classificação, o ministro da Educação, Fernando Haddad, celebrou o resultado e disse que não se pode “desprezá-lo".

- O Brasil teve a ousadia de fixar metas de qualidade. Quando você cumpre, evidentemente, você não pode desconsiderar. Porque não levar isso em consideração seria até desrespeitoso com milhões de trabalhadores em educação que tornaram esse resultado possível.

Segundo o ministro, o Brasil foi o único país participante a fixar uma meta para o Pisa, que foi de 395 pontos. Para 2021, o objetivo é alcançar 473 pontos, intenção que será formalizada no Plano Nacional de Educação para ser cumprido até 2021, que o governo está elaborando.

- O Brasil, dos países que eu conheço, foi o único que fixou metas. Isso foi muito valorizado pela comunidade internacional, porque é um ato de coragem. Não é fácil você fixar metas sobre uma variável que você não controla. Sobretudo em um país federativo como o Brasil, em que o MEC não nomeia secretários de educação nem diretor de escola.

Ainda que o desempenho do Brasil não seja dos melhores, o país ostenta a terceira posição entre os que mais melhoraram suas médias na avaliação, entre 2000 e 2009. Apenas dois países tiveram melhora mais significativa neste intervalo - Luxemburgo, na Europa (subiu 38 pontos) e Chile, na América Latina (subiu 37 pontos). O Brasil chegou a subir 33 em uma década, mais do que o triplo do México, que cresceu apenas dez pontos nesse período.

Indicador nacional

O ministro comparou o resultado do Pisa com um indicador nacional, o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). O índice, divulgado em julho deste ano, ficou acima da meta para a rede fundamental (da primeira à oitava série) e para o ensino médio, mas longe do obtido por países desenvolvidos.

Para Haddad, o Pisa é um reflexo da realidade traçada pelo Ideb. Segundo o ministro, seria “estranho” se o Ideb subisse e o índice internacional caísse, ou o contrário.

- Por [serem] duas medidas independentes, duas matrizes diferentes, o que o Pisa está fazendo neste momento é confirmando aquilo que nós dissemos meses atrás: nós estamos cumprindo as metas. Há muita preocupação sobre a fidelidade do Ideb, sobre o controle de aplicação da prova. No Pisa, como ele é amostral, ele acaba servindo de controle externo para a avaliação nacional.

Entenda o Pisa

Com a principal finalidade de produzir indicadores sobre a efetividade da educação dos países, o Pisa é um programa internacional que avalia estudantes de 15 anos, idade de conclusão da escolaridade básica na maioria dos países. Além dos 64 países, a OCDE leva em conta uma média própria (nota dos membros dividida pela quantidade de participantes) mais Shangai. O MEC leva em conta apenas uma China, e não duas.

O programa avalia três áreas de conhecimento: leitura, matemática e ciências. Os estudantes mostraram que leem melhor, sabem fazer contas ou resolver problemas de química. Enquanto a média em português e leitura foi de 412 no Brasil, em matemática o país teve 386 pontos, 26 a menos.
 
O levantamento utiliza a TRI (Teoria de Resposta ao Item), uma tecnologia de questões que garante a comparação entre as provas. É a mesma fórmula usada na prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Ao todo, 470 mil estudantes foram testados - cerca de 20 mil alunos fizeram a avaliação no Brasil. Foram avaliados 64 países pela OCDE, que é formada na maioria por nações desenvolvidas, como Alemanha, Bélgica, Canadá, Austrália, Estados Unidos, Japão e outros.

Confira o resultado dos países avaliados pelo PISA
Brasil está entre as nações com os 15 piores resultados

País Média
CHINA (SHANGAI) 577
HONG KONG 546
FINLÂNDIA 543
SINGAPURA 543
COREIA 541
JAPÃO 529
CANADÁ 527
NOVA ZELÂNDIA 524
CHINA (TAIWAN) 520
AUSTRÁLIA 519
HOLANDA 519
LIECHTENSTEIN 518
SUÍÇA 517
ESTÔNIA 514
ALEMANHA 510
BÉLGICA 509
MACAO 508
POLÔNIA  501
ISLÂNDIA 501
NORUEGA 500
REINO UNIDO 500
DINAMARCA 499
ESLOVÊNIA 499
IRLANDA 497
FRANÇA 497
OECD 496
ESTADOS UNIDOS 496
HUNGRIA 496
SUÉCIA 496
REPÚBLICA TCHECA 490
PORTUGAL 490
ESLOVÁQUIA 488
ÁUSTRIA 487
LETÔNIA 487
ITÁLIA 486
ESPANHA 484
LUXEMBURGO 482
LITUÂNIA 479
CROÁCIA 474
GRÉCIA 473
RÚSSIA 469
DUBAI 459
ISRAEL 459
TURQUIA 455
SÉRVIA 442
CHILE 439
BULGÁRIA 432
URUGUAI 427
ROMÊNIA 427
TAILÂNDIA 422
MÉXICO 420
TRINIDAD E TOBAGO 414
MONTENEGRO 404
JORDÂNIA 402
BRASIL 401
COLÔMBIA 399
KAZAQUISTÃO 399
ARGENTINA 396
TUNÍSIA 392
AZERBAIJÃO 389
INDONÉSIA 385
ALBÂNIA 384
CATAR 373
PANAMÁ 369
PERU 368
QUIRZIQUISTÃO 325

 
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