27 de Maio de 2012
Taxa de evasão do país é quatro vezes maior que a do Paraguai, nação com o menor índice
Ambos os países têm o segundo e terceiro pior resultado no mesmo nível de escolaridade, entre os cinco pesquisados. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais, pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada nesta sexta-feira (17).
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O Brasil tem uma taxa de abandono quatro vezes maior que a do Paraguai - nação mais bem colocada do grupo em relação à evasão escolar. A disparidade que mais impressiona é em relação à Venezuela. O país tem um índice quase dez vezes melhor que o brasileiro quanto ao abandono dos estudos.
A nação governada por Hugo Chávez ainda aguarda a aprovação do Congresso paraguaio para entrar no Mercosul. O bloco comercial é formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, e futuramente a Venezuela deve ingressar. É preciso lembrar, porém, que o Brasil tem uma população maior do que todos os países - é cinco vezes maior que a Argentina, segunda nação mais populosa.
Em relação ao ensino fundamental, os números são melhores. Ainda assim, o Brasil continua com o pior índice: 3,2% dos brasileiros abandonam a escola no antigo 1º grau. A taxa é dez vezes maior que a do Uruguai (0,3%), que apresentou o melhor resultado. Os vizinhos uruguaios, no entanto, também têm um dos mais altos índices de abandono do ensino médio (6,8% dos estudantes).
Ensino médio não está universalizado
O ensino no antigo segundo grau não está universalizado no Brasil, de acordo com o IBGE. Cerca de 50% dos estudantes que têm entre 15 e 17 anos não estão no nível adequado para sua idade - eles deveriam estar no ensino médio, mas boa parte ainda não terminou o primeiro grau.
A situação é mais crítica nas regiões Norte e Nordeste, onde apenas 40% dos alunos estão no ritmo certo.
Na faixa entre 18 e 24 anos, menos de 40% dos brasileiros têm 11 anos de estudo, ou seja, concluíram o ensino fundamental mais o ensino médio. Apenas 5,4% desse total continuam frequentando a escola e estariam em um curso superior ou técnico. O Brasil tem 6,5 milhões de universitários.

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