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publicado em 28/04/2010 às 20h35:

Brasileiro passa 47% mais tempo em sites
de educação e carreira do que em 2005

Ele busca por sites de recrutamento, de vagas e páginas de empregos dos portais

Letícia Casado, do R7

O internauta brasileiro passou em março deste ano 47% a mais de tempo navegando pelos sites de educação e carreiras quando estava em casa do que no mesmo mês de 2005. É o que mostra uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (28) pelo Ibope Nielsen Online sobre os hábitos de internet do brasileiro.

Em 2010 ele ficou mais de 32 minutos nesses sites, acessando por computadores residenciais. Em março de 2005 o tempo registrado foi de 22 minutos.

Segundo José Calazans, analista de mídia do Ibope Nielsen Online, as páginas de educação e carreira têm mais visitas no começo do ano por uma “questão sazonal”. Ele explica que quem está desempregado começa a procurar emprego logo depois do carnaval, que é também quando começam as aulas.

- E o recém-formado acabou de sair da universidade. Ele quer outras informações sobre educação e trabalho.

Os sites de recrutamento, de vagas de trabalho e as páginas de empregos dos portais de notícias estão entre os mais acessados no Brasil, mostra o Ibope Nielsen Online. O levantamento revelou também que a busca por informações sobre concursos cresceu muito nos últimos meses.

As informações mostram que 61,6% dos internautas entraram em sites relacionados a educação ou trabalho no mês passado e passaram, em média, 43 minutos navegando por essas páginas - incluindo aí os que acessam desde o trabalho. Esses visitantes dos sites educativos somaram mais de 23 milhões de pessoas, número 9% maior do que no mês de fevereiro.

De acordo com a empresa de pesquisa, o acesso à internet chegou a 67,5 milhões de pessoas no quarto trimestre de 2009, sendo que 47 milhões têm internet em casa ou no trabalho. O levantamento também mostrou que o brasileiro passou 71 horas na internet no mês passado - tempo inédito de navegação, diz Calazans.

Além da expansão da banda larga, da popularização do computador e da proliferação de lan houses, um outro motivo, bem simples, fez crescer o número de cliques nos sites educativos: as novas gerações já vem “plugadas” na internet. Conseqüentemente esses jovens estudantes consultam a rede para fazer trabalhos de escola, tirar dúvidas e montar grupos de estudos.

Calazans conta que em dezembro e janeiro os acessos ao site Wikipédia, uma enciclopédia digital, caem drasticamente. Quando as aulas voltam e os alunos começam a ter trabalhos escolares para fazer, os acessos aumentam.

As páginas de redes sociais, como Orkut, Facebook, Twitter e MSN são sempre aquelas com maior número de acessos no mês, acrescenta o analista.


 
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