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publicado em 16/04/2012 às 05h47:

Com preços a partir de R$ 2.700, programas de intercâmbio atraem classe C

Estabilidade da moeda e facilidade nas formas de pagamento motivam estudantes

Do R7*

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Com o crescimento da economia brasileira, a classe média têm realizado cada vez mais viagens de intercâmbio. Segundo a organização do Salão do Estudante, o Brasil é o maior “exportador” de alunos da América Latina, com 365 mil no ano passado.

Para o diretor-geral da agência Bex Intercâmbio, Flávio Crusoé, esse aumento se deve a três principais fatores: estabilidade da moeda e da economia brasileiras, descontos promovidos pelas agências e facilidade nas formas de pagamento.

— Existem muitos pacotes de cursos de inglês que abaixaram efetivamente os preços. Um curso no Canadá, por exemplo, com duração de um mês e acomodação em universidade, custa cerca de R$ 2.924 (US$ 1.600). 

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Segundo Crusoé, o país mais barato para quem quer cursar um ano de high school (ensino médio) são os Estados Unidos. É possível viajar a partir de R$ 13.802 (US$ 7.500). Vale lembrar que todos esses valores podem ser parcelados e não incluem o custo com passagem aérea.

Outra opção são os cursos de seis meses, que ajudam na fluência do idioma e desenvolvimento pessoal e profissional do aluno. A empresa de intercâmbio STB (Student Travel Bureau) oferece cursos no Canadá, com acomodação em casa familiar, por R$ 17.257 (US$ 9.407,79), parcelados em 12 vezes.

Estudo e trabalho

Para quem precisa reduzir ainda mais os custos com a viagem, alguns países permitem que o estudante trabalhe por um período durante o intercâmbio. Na Austrália, por exemplo, o viajante pode trabalhar e estudar ao mesmo tempo. No Canadá, é necessário primeiro estudar, para depois trabalhar. 

Na empresa Intercultural Cursos no Exterior, o intercambista universitário e maior de idade pode participar de um programa em que ele trabalha por quatro meses nos Estados Unidos e viaja por mais um mês.

Foi o que fez Ivan Baio, de 21 anos. O ex-intercambista conta que a experiência serviu como diferencial na hora de procurar emprego no Brasil, e que não sentiu dificuldade na hora de pagar o programa.

— Hoje as agências de intercâmbio facilitam o pagamento, algumas vezes até sem juros no cartão para os quem preferem dividir tudo. Além disso, o mercado nacional está de portas abertas para pessoas com iniciativa, coragem e determinação. Estas são as principais qualidades que os empregadores enxergam nos intercambistas.

Segundo a empresa, esse programa é o mais procurado pela classe C e D, e também pode ser parcelado em 12 vezes. Os valores dos programas variam de R$ 2.793 (US$ 1.528) a R$ 4.291 (US$ 2.348), conforme a opção escolhida.
*Colaborou Letícia Cislinschi, estagiária do R7

 

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