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publicado em 01/10/2009 às 22h07:

Contratação de consórcio do Enem seguiu regras, afirma ministro

Ministro da Educação diz que licitação sempre foi norma e que não há como fugir disso

Rafael Sampaio, do R7

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que a contratação do consórcio para o Enem seguiu regras estabelecidas pelo TCU (Tribunal de Contas da União).  Segundo ele, sempre houve licitação para definir quem prepara o exame. Não há como fugir disso nem ignorar a determinação do tribunal, diz Haddad.

Leia, abaixo, trechos da entrevista com o ministro.

R7 – A contratação da empresa que realiza o Enem poderia ter sido sem licitação?

Fernando Haddad - Tenho para mim que o Enem sempre foi feito por licitação, por ser recomendação do TCU (Tribunal de Contas da União). Quem define essas regras é o TCU. Nós temos que seguir as orientações deles. Se eles mandam fazer licitação não temos como sair disso.  Se eles mandam licitar, você não pode simplesmente ignorar a determinação. Então haja aí talvez uma certa desinformação [ao dizer o contrário].

R7 – Quem vai arcar com o prejuízo do Enem?

Fernando Haddad – Existe um contrato que tem que ser observado, cláusulas que definem as responsabilidades [de quem prepara o Enem]. Isso tudo tem que ser averiguado. O maior prejuízo é adiar uma prova que tem a importância do Enem.

R7 – O grupo que vazou a prova pode tê-la obtido no Inep (órgão responsável pelo Enem)?

Fernando Haddad - Se eles estão com a prova impressa na mão, não é a prova de dentro do Inep, entende? Nenhum documento da prova fica dentro do Inep. São arquivos digitais com segurança máxima de cofre. Você não entra com celular, com arma, com nada. Não entra com nada dentro dessa sala. Não sai com nada também, é tudo manuseado ali dentro.

R7 – O senhor não acha muito estranho o grupo que vazou o Enem pedir R$ 500 mil por ele?

Fernando Haddad - É um comportamento pouco usual, de pessoas que querem fraudar o exame. Não é esse o comportamento típico de quem tem acesso a uma prova sigilosa. Agora ao mesmo tempo essas pessoas estão se expondo, procurando a imprensa, encontrando as pessoas em locais públicos.

R7 - Não é muito grave politicamente tudo isso?

Fernando Haddad - O importante é a polícia estar envolvida no caso. Ficar aqui especulando sem saber nada não ajuda. A polícia estar envolvida na apuração. Essas pessoas [que furtaram a prova] poderiam ter sido presas em duas ocasiões.

 
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