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publicado em 10/11/2011 às 16h08:

Engenheiro civil recém-formado ganha cerca
de R$ 4.000. Saiba mais sobre a profissão

Carreira teve maus momentos na década de 80, mas voltou a crescer nos últimos anos

Renan Truffi, Do R7

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Antes preterida, a profissão de engenheiro civil avançou conforme o desenvolvimento do país e hoje é uma das preferidas pelos candidatos no vestibular. A principal razão é que a falta de profissionais dessa área tornou os salários mais atrativos e atualmente um recém-formado ganha cerca de R$ 4.000, de acordo com o SindusCon-SP, o sindicato da construção.

O ramo de atuação que mais demanda engenheiros civis é o de obras, segundo Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia da SindusCon-SP. A volta dos programas de financiamento de habitação, como o Minha Casa, Minha Vida, foi uma das razões pela qual o déficit por trabalhadores aumentou, principalmente, nos últimos seis anos.

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Além disso, eventos como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, que acontecem no país nos próximos anos, ajudaram a alavancar o setor.

- A Olimpíada do Rio de Janeiro ainda não começou demandar [profissionais] e as obras da Copa estão começando a demandar engenheiros agora.

Outra razão de o mercado ainda não ter conseguido acabar com o déficit de profissionais, apesar do aquecimento do mercado e do aumento da procura pela carreira nas faculdades, é a dificuldade em formar um engenheiro civil, explica Zaidan.

- Há déficit também por que um engenheiro estuda cinco anos e precisa de mais cinco para começar a deixar de ser júnior. Uma obra tem um ciclo longo. E um profissional precisa ter visto duas ou três obras no mínimo para começar a entender o que ele está fazendo. Isso leva cinco ou seis anos depois do término da graduação. Não tem jeito.

Mas, até mesmo para os interessados em outros ramos de atuação, estão sobrando vagas. A engenharia civil tem uma gama de áreas diferentes para o graduado.

- O profissional pode ir tanto para a área de projeto de estrutura, planejamento de construção, execução de obra, ou também na indústria de materiais de construção, no departamento técnico ou comercial de alguma empresa. Mas o que demanda mais é obra.

Universidade

A formação do engenheiro civil é considerada fundamental para o sucesso e a remuneração do profissional no mercado. Ao contrário de outras profissões, as indústrias costumam valorizar os universitários das melhores faculdades.

Por isso, a relação candidato-vaga nos curso de engenharia civil cresceu mais em algumas universidades do que em outras. Eduardo Zaidan diz que, se não tiver uma boa base no ensino superior, o estudante acaba aprendendo apenas os cálculos.

- É fundamental uma boa faculdade, porque ensina o cara a pensar. Não é só técnica matemática do dia a dia. É mais fácil encontrar um bom profissional numa boa faculdade do que em uma faculdade ruim.

Fora isso, por ser um curso que exige dedicação do universitário, ainda que tenha aumentado a procura, a taxa de evasão em engenharia civil é alta e muitos desistem antes do fim do curso.

 Veja onde estudar para se tornar engenheiro civil

O coordenador do curso de engenharia civil na USP (Universidade de São Paulo), José Carlos Cintra, explica que o índice de desistência de alunos não pode ser nem muito baixo e nem muito alto.

- A média de evasão no país é de 90%. O curso que formar 100% é um péssimo curso, porque se você aprovar tudo o que um aluno faz, você não está formando um bom profissional. Evasão zero é tão ruim quanto evasão alta. Nossa média [USP] é em torno de 18%.

Outra característica que define a qualidade de um curso de engenharia é a grade curricular. O professor Cintra conta que, por causa do desenvolvimento recente do Brasil na construção civil, o mercado tem se atualizado muito rapidamente e as universidades precisam acompanhar o ritmo.

- O currículo tem de ser constantemente aperfeiçoado. Não tem um ano que não temos que mudar a grade do curso [de engenharia da USP]. A gente não pode ficar para trás. Induzimos o mercado com nossas pesquisas, mas o que mercado evolui por iniciativa dele, a gente também traz para o curso.

Cláudio Borges, vice-presidente de tecnologia e qualidade do Secovi (Sindicato da Habitação), disse que estagiar é fundamental. Segundo ele, os cursos universitários dão uma formação muito técnica e o estágio possibilita uma vivência de mercado.

- Procurar estagiar durante o curso, é fundamental. Na minha empresa, por exemplo, tenho um estagiário que quando se formar já vai assumir um cargo de gerência.

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