27 de Maio de 2012
Cinco réus ainda respondem em liberdade e serão ouvidos no dia 12 de novembro
No final do ano passado, o MPF (Ministério Público Federal) abriu processo contra cinco suspeitos, que ainda estão respondendo em liberdade. Apenas em agosto deste ano, há dois meses, as testemunhas do caso começaram a ser ouvidas. Os réus serão ouvidos no dia 12 de novembro, quando acontecerá a última audiência judicial.
Os envolvidos
Os acusados do crime são Felipe Pradella, Marcelo Sena, Filipe Ribeiro Barbosa (todos ex-funcionários temporários do Connasel, consórcio que era responsável pela logística do Enem), Gregory Camillo (DJ e suposto responsável por intermediar a venda da prova) e Luciano Rodrigues (publicitário e que supostamente também fazia o contato com a imprensa). Os três primeiros teriam furtado a prova de dentro da gráfica. Já os dois últimos são acusados de negociarem o exame com a imprensa, função que Pradella também teria executado.
Barbosa escondeu o primeiro caderno de questões do Enem na cueca no dia do furto, em 21 de setembro, segundo informações da Polícia Federal. No dia seguinte, Sena deixou as dependências da empresa com a segunda parte da prova. Os jovens foram filmados pelas câmeras de segurança da gráfica e, segundo depoimentos, teriam sido induzidos por Pradella a praticar o crime. Os três alegam que não passavam por nenhuma revista ao entrar ou sair da gráfica.
Dez dias depois do furto, Pradella e Camillo procuraram órgãos da imprensa e tentaram vender a prova do Enem por R$ 500 mil. A reportagem do R7 foi procurada pelos acusados, mas negou-se a comprar o documento. Todos os acusados, à exceção de Luciano, se conheciam de Osasco e Barueri, na Grande São Paulo, cidades em que conviviam na mesma vizinhança.
De acordo com a denúncia, Pradella e Camilo teriam conseguido contatos de jornalistas com Luciano Rodrigues, o quinto envolvido. O advogado Ralfi Rafael da Silva, que defende o DJ, afirmou ao R7 inicialmente que seu cliente teria sido envolvido no crime por Pradella, seu conhecido. Depois, em um telefonema posterior, o defensor negou que eles se conhecessem.
Um ano depois
Como respondem ao processo em liberdade, os acusados seguiram com suas vidas - alguns deles trabalham, como Marcelo Sena, que é vendedor. A reportagem tentou entrar em contato com todos suspeitos, mas Camillo e Sena foram os únicos encontrados pelo R7.
No dia em que o vazamento completou um ano, Gregory Camillo estava tocando como DJ em uma discoteca recém-inaugurada em São Paulo. Marcelo Sena morava em Osasco, mas mudou-se de enderço.
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