O governador do Estado de São Paulo, José Serra, escolheu o diretor da Faculdade de Direito, João Grandino Rodas, como novo reitor da USP (Universidade de São Paulo).
Rodas foi o segundo colocado na votação desta quarta-feira (11), para escolher o novo reitor. A informação foi confirmada pelo professor Glaucius Oliva, primeiro colocado na eleição, que admitiu a derrota por meio de mensagem no Twitter:
- Pois é, parece que o governador Serra escolheu o Grandino para reitor. Espero que seja o melhor para a USP.
Rodas e Oliva são dois dos nomes de uma lista de três candidatos à reitoria enviada ao governador do Estado para aprovação final, após o segundo turno de votação.
O terceiro candidato é o pró-reitor de pós-graduação Armando Corbani Ferraz.
Ferraz e Oliva são nomes mais próximos à atual reitora, Suely Vilela, que já teve desentendimentos com Serra.
Nos bastidores da eleição da USP, os dois candidatos contaram com apoio extraoficial da reitora.
Quebra de tradição
O governador do Estado tem autonomia para indicar o novo reitor. Entretanto, tradicionalmente, a escolha acaba sendo do primeiro colocado da lista tríplice, votada no segundo turno das eleições da USP.
A última vez em que a tradição foi quebrada ocorreu há 28 anos, em 1981, quando o então governador Paulo Maluf escolheu Antônio Hélio Guerra Vieira como reitor da universidade.
Vieira era o quarto colocado de uma lista de seis nomes, como previsto no processo eleitoral da época.
Perfil do novo reitor
Professor titular e diretor da Faculdade de Direito da USP, João Grandino Rodas recebeu 104 votos na eleição - 57 a menos que o primeiro colocado.
Rodas é diplomado em quatro áreas: música, educação, direito e letras. Ele tem, ainda, três mestrados: em direito, diplomacia e ciências político-econômicas.
O diretor da Faculdade de Direito defende o uso do ensino a distância para cursos de graduação, desde que seja por meio de regras básicas de excelência.
Especialista em direito internacional, Rodas já foi juiz, desembargador e chefe da consultoria jurídica do Ministério das Relações Exteriores.
De 2000 a 2004, o novo reitor da USP presidiu o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), um tribunal de âmbito nacional que julga casos de monopólio e outros tipos de concentração empresarial.
Entre suas críticas à atual gestão da USP está a de que ninguém está satisfeito com o atual processo eleitoral da universidade.