R7 - Notícias

Buscar no site
Eu quero um e-mail @R7
Esqueci minha senha

27 de Maio de 2016

Você está aqui: Página Inicial/Notícias/Educação/Notícias

Icone de Educação Educação

publicado em 05/05/2011 às 18h33:

Governos ainda não tratam educação como
prioridade em suas ações, diz estudo

Para professor da USP, financiamento da educação fica só no papel

Da Agência Brasil

Publicidade

O projeto de desenvolvimento econômico do Brasil ainda não trata a educação como prioridade em suas ações e programas. Apesar de reconhecer a melhoria da qualidade do ensino como estratégia fundamental para o crescimento da economia e desenvolvimento social, o país ainda não conseguiu traduzir essa intenção em ações efetivas. 

Esse é o diagnóstico de um estudo produzido pelo professor da USP (Universidade de São Paulo) Romualdo Portela, apresentado nesta quinta-feira (5) no Seminário Internacional Educação e Desenvolvimento, promovido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Em suas pesquisas, Portela analisou os principais planos que serviram de guia para o governo do ex-presidente Lula e detectou que, quando a educação aparece como área de ação estratégica, essa intenção não é traduzida na prática, especialmente no que diz respeito ao financiamento. 

Entre os planos de ação, foram estudados o PPA (Plano Plurianual), entre 2008 e 2011, e as duas edições do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

O professor destaca que na primeira edição do PAC a educação não aparece e na segundo a área é contemplada exclusivamente com investimentos para a construção de 6 mil creches. 

No PPA, a educação é um dos três eixos estruturantes para o desenvolvimento do país, mas o plano não prevê aumento dos investimentos para que se consiga melhorar a qualidade do ensino e aumentar a escolaridade do trabalhador.

- Os planos mais recentes são melhores que os antigos. Eles conseguem formular a importância da educação como estratégica do ponto de vista do desenvolvimento humano e social, mas a tradução dessa prioridade, que já está enunciada em políticas concretas, essa parte nós não fazemos.


Em seu estudo, o professor aponta que o processo produtivo de hoje exige um novo tipo de trabalhador, diferente daquele da década de 1960. E a complexidade do trabalho moderno gerou novas demandas para a educação.

- Aquela mão de obra formada no próprio processo produtivo praticamente não existe mais. E quando é formada dessa forma, ela não sobrevive. Esse modelo exige a necessidade de ampliação da educação em todos os níveis.


Veja Relacionados:  Estudo, educação, prioridade, plano de governo,
Estudo  educação  prioridade  plano de governo 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!

 

 


Shopping