27 de Maio de 2012
Mulheres haitianas recebem formação profissional em construção civil
Institutos federais de educação da região Norte do país estão oferecendo formação a imigrantes haitianos que têm ingressado em grande quantidade nos últimos meses e já somam cerca de quatro mil pessoas.
O objetivo dessas instituições é promover a integração e oferecer oportunidade nos mercados de trabalho locais.
Desde agosto de 2011, o Instituto Federal do Amazonas oferece qualificação em construção civil a 25 haitianas.
As beneficiárias tiveram aulas de língua portuguesa, geografia e aspectos culturais, além da preparação para o mundo do trabalho com noções de relações humanas, direito e saúde da mulher e segurança do trabalho. Em 2012, as mulheres terão a formação profissional com noções de aplicação de cerâmica e azulejo, tipos cerâmicos e técnicas de aplicação e acabamento.
Leia mais notícias do R7
No estado, os imigrantes geralmente chegam pela cidade de Tabatinga e vão para Manaus, a uma distância de mil quilômetros, em busca de emprego e moradia. Na capital amazonense eles são acolhidos e recebem formação.
De acordo com a pró-reitora de extensão do instituto do Amazonas, Sandra Darwich, o projeto qualificará as mulheres com competências voltadas para assentamento de azulejo e acabamento de parede.
- Com o programa, espera-se que as participantes sejam capazes de produzir e gerar renda como ceramistas e azulejistas, e que sirvam como referência para motivar mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Em janeiro de 2010, um terremoto atingiu o Haiti e deixou pelo menos 200 mil mortos e três milhões de desabrigados. A situação do país, que já recebia ajuda humanitária, agravou-se e desde então haitianos ingressam ilegalmente no Brasil pela fronteira entre Peru e o estado do Acre.
Cerca de 1,6 mil já tiveram a situação regularizada, mas o governo brasileiro iniciou medidas de restrição a emissão de vistos e faz vistorias nas fronteiras para coibir a ação de coiotes, que são pagos para trazer os imigrantes até o país.
Com informações da Assessoria do Ministério da Educação
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7